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HF BRASIL/CEPEA: A citricultura é viável diante dos crescentes custos de produção?

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Cepea, 14/05/2018 – A matéria de capa deste mês da revista Hortifruti Brasil, do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, traz uma análise completa sobre a viabilidade econômica de dois projetos de produção de laranja e, de modo geral, os resultados apontam rentabilidade positiva. De um lado, essa conclusão é um alento para mostrar que o Brasil tem condições de manter a produção citrícola mesmo diante dos efeitos devastadores do HLB (greening), responsável por 20% dos gastos no manejo dos pomares. Por outro, o pacote tecnológico estudado nesta edição indica que o greening tem mudado de vez o modo de gerir os pomares de laranja.

 

Segundo pesquisadores do Hortifruti/Cepea, a alta tecnologia tem impulsionado os custos com a atividade, aumentando a escala de produção das propriedades e ampliando os investimentos na formação de pomares e no número de maquinários e implementos. Além disso, esse pacote tecnológico pode elevar os gastos com a mão de obra, já que exige turnos de trabalho mais longos nas propriedades para cumprir o extenso calendário de pulverizações. Esse manejo mais intensivo avaliado nos dois projetos tem o objetivo de elevar a produtividade e manter o nível muito baixo da doença.

 

Porém, os pesquisadores alertam que a alta tecnologia tem um preço: o produtor não consegue reduzir os custos num momento de aperto financeiro porque precisa de caixa tanto para investir quanto para manter o manejo, mesmo em temporadas de menor receita, devido à queda de produtividade ou de baixos preços. Além disso, o pacote de alta tecnologia não suporta riscos elevados, como já ocorreu na recente crise da citricultura no início da década.

 

Assim, um dos grandes desafios para viabilizar ambos os projetos estudados na matéria da capa deste mês é atingir as produtividades estimadas no modelo, em meio à realidade do greening. Ainda, a implementação desses projetos só é viável numa área de baixa incidência do HLB e/ou em propriedades de grande extensão, com pulverização intensiva.

 

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ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre as pesquisas do Cepea a respeito do mercado de hortifrutícolas aqui e por meio do Laboratório de Informação do Cepea com a pesquisadora Margarete Boteon: (19) 3429-8836 / 8837 ou cepea@usp.br  

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LEITE/CEPEA: Oferta limitada segue impulsionando cotações ao produtor

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Cepea, 29/06/2018 – Os preços do leite ao produtor em junho (referentes à captação de maio) registraram a quinta alta consecutiva, impulsionados pela menor oferta. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o valor líquido se elevou em 3,3% frente ao mês anterior, chegando a R$ 1,296/litro “Média Brasil” (inclui BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS). Considerando-se o acumulado deste primeiro semestre, a alta é de 28%.

 

O aumento dos preços em junho foi inferior aos registrados nos meses anteriores – em abril e maio, por exemplo, a valorização do leite superou os 7%. Isso ocorreu porque, em maio, quando ocorreu a captação do leite no campo, agentes da indústria relatavam dificuldades em fazer o repasse da valorização da matéria-prima aos derivados, alegando demanda enfraquecida. Com negociações truncadas, a necessidade de realizar promoções freou a valorização do leite spot e também dos derivados, em especial do UHT, fator que limitou a elevação dos preços ao produtor em junho.

 

No entanto, a oferta limitada tem pesado mais que a demanda no processo de formação de preços no campo, ditando a dinâmica do mercado lácteo neste ano. O setor sofre com as consequências dos baixos preços praticados no segundo semestre de 2017, que desestimulou produtores a investirem na atividade. Além disso, com o avanço da entressafra e o aumento dos preços dos grãos entre abril e maio deste ano, a produção foi prejudicada, elevando a competição entre indústrias para assegurar o fornecimento de matéria-prima.

 

Para completar, a greve dos caminhoneiros no final de maio e a consequente interrupção do transporte de leite aos laticínios agravou ainda mais esse cenário. O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L) recuou expressivos 14,4% de abril para maio, acumulando queda de 24,1% no ano. Paraná e Minas Gerais foram os estados com maior redução do volume captado, em 20,6% e em 15,1%. O resultado, atípico, esteve atrelado ao grande volume descartado de leite ainda nas propriedades.

 

No correr de junho, os laticínios e canais de distribuição enfrentaram a situação conjunta de esvaziamento de estoques. Como consequência, os preços dos derivados se elevaram consideravelmente. O longa-vida, termômetro para o setor, se valorizou quase 30% na primeira quinzena de junho. Na segunda metade do mês, a valorização foi menos intensa, de 5,8%.

 

Para julho, por sua vez, a competição das empresas em junho para compra do leite com o objetivo de recompor estoques deve sustentar a alta dos preços ao produtor. A alta no próximo mês, inclusive, pode superar a verificada em junho.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Natália Grigol e Prof. Dr. Sergio De Zen: (19) 3429 8836 / 8837 e cepea@usp.br.

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