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Hospitais de Vila Bela e Pontes e Lacerda pedem ajuda da Comissão de Saúde da ALMT

Foto: FABLICIO RODRIGUES / ALMT

Representantes da Santa Casa de Pontes e Lacerda e do Hospital Missão Cristã Brasileira, de Vila Bela da Santíssima Trindade, pediram ajuda da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso para a implantação de leitos de UTI e de estabilização nas unidades.

Durante reunião extraordinária da comissão, realizada na manhã desta terça-feira (26), o diretor do Hospital Vale do Guaporé (Santa Casa de Pontes e Lacerda), José Paulo Adriano, informou que a unidade é referência na região e atende pacientes de nove municípios, mas não possui leitos de UTI. “Precisamos unir forças para termos uma UTI em Pontes e Lacerda. Acredito que a região merece. São mais de 20 mil pessoas atendidas”, salientou.

Maria Auxiliadora Dorileo Rosa, diretora do Hospital Missão Cristã Brasileira, de Vila Bela, disse que a unidade realiza aproximadamente 9 mil procedimentos e 300 cirurgias e internações por mês, sendo 90% dos atendimentos feitos pelo SUS. No entanto, trabalha atualmente com déficit, uma vez que, segundo ela, os cerca de R$ 218 mil repassados pelo município são insuficientes para sua manutenção.

“Estamos vivendo um momento desesperador, sem recursos, sem equipamentos e com poucos medicamentos. Precisamos de uma atenção especial de todos vocês da Comissão de Saúde”, declarou.

Com o objetivo de garantir a melhoria dos atendimentos aos pacientes da região, a gestora pediu apoio para a implantação de leitos de estabilização no hospital. “Se conseguirmos esses leitos de estabilização já será possível manter muitas vidas. Precisamos fortalecer o nosso hospital e tirar a nossa população da estrada”, ressaltou.

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Representante da região no Parlamento Estadual, o deputado Dr. Gimenez (PV) reforçou a necessidade de atendimento de ambas as demandas e defendeu a construção de um Hospital Regional para atender pacientes da localidade. “Vivi 10 anos em Pontes e Lacerda e sei que o hospital passa muitas dificuldades e vem atendendo a população da melhor forma possível. Ter leitos de UTI em uma região tão longe da Capital é muito importante e nosso objetivo maior é termos lá um hospital regional”.

Dr. Gimenez também frisou a importância da descentralização da saúde em Mato Grosso, sendo corroborado pelo presidente da comissão, Dr. Eugênio (PSB), e pelos deputados Paulo Araújo (PP) e Dr. João (MDB). “Temos debatido exaustivamente a questão da descentralização da saúde há um ano e quatro meses. Essa é uma luta que já vínhamos travando e com a Covid-19 ficou ainda mais evidente a necessidade de fazer essa descentralização da alta complexidade”, destacou Dr. Eugênio.

O deputado Lúdio Cabral (PT), por sua vez, lembrou que Mato Grosso é um estado de dimensões continentais e possui características diferentes dos demais, por isso, em sua avaliação, alguns parâmetros não se aplicariam à região. “A rede de hospitais do estado precisa ser reerguida, reestruturada”, afirmou.

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Visitas in loco – Paulo Araújo defendeu que as visitas técnicas em unidades hospitalares sejam retomadas pela comissão assim que for possível, respeitando todas as medidas de segurança e distanciamento social. Sobre o assunto, o presidente da comissão informou que as ações continuarão e que foram suspensas apenas temporariamente por conta do novo coronavírus.

Covid-19 – Durante a reunião Dr. Eugênio apresentou os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) sobre o avanço da Covid-19 em Mato Grosso. Conforme o boletim, até a última segunda-feira (25) foram confirmados 1.594 casos e 42 óbitos no estado. O parlamentar também destacou a criação pelo Governo do Estado de novos leitos de UTI para tratamento exclusivo da Covid-19 nas regiões de Barra do Garças, Água Boa e Confresa.

O aumento do número de leitos de UTI também foi classificado como positivo pelo deputado Lúdio Cabral (PT), que mais uma vez chamou a atenção para a velocidade de crescimento do número de casos no estado.

Projetos de Lei – Durante a reunião foram aprovados pareceres favoráveis aos projetos de lei nº 35/20, 51/20, 141/20, 294/20, 299/20, 317/20, 327/20 e 347/20.

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Projeto quer proibir apologia a maus-tratos contra animais em materiais didáticos nas instituições de ensino em MT

O deputado estadual Paulo Araújo (Progressistas) apresentou, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na última quarta-feira (17), o Projeto de Lei n° 922/20, que visa promover a conscientização das futuras gerações para que se tornem cidadãos comprometidos com a proteção dos animais e com a preservação ambiental.

A matéria proposta trata sobre a proibição de apologia a maus-tratos contra animais em materiais didáticos nos estabelecimentos públicos e privados de ensino no estado de Mato Grosso. A apologia a que se refere seria maus-tratos, como quaisquer imagens, texto ou referência que provoquem repulsa ao leitor ou que faça associação dos animais com atividades de exploração cruel.

“Uma sugestão é que, ao invés de criar materiais didáticos que fazem apologia sobre maus-tratos a animais, o interessante é abordar noções de respeito e proteção aos animais a fim de despertar e promover desde a infância e adolescência a reflexão sistemática sobre o tema do respeito e da proteção que devem ser dispensados continuamente aos animais”, enfatizou Araújo.

Conforme o texto, as editoras deverão se adequar às disposições desta lei no prazo de um ano após o início de sua vigência. O descumprimento estabelecido nesta legislação submeterá aos infratores a multa no valor de dez mil reais. E, em caso de reincidência, o valor da multa será dobrado.

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Em setembro deste ano, o presidente Jair Bolsonaro sancionou uma nova lei, bem mais severa, para combater os crimes de maus-tratos contra animais. A nova lei estabelece pena de dois a cinco anos de reclusão para quem praticar atos de abuso, maus-tratos ou violência contra cães e gatos.

Além disso, o texto também prevê multa e proibição da guarda para quem praticar os atos contra esses animais. A pena será aumentada de um sexto a um terço se o crime causar a morte do animal, o que foi mantido no novo projeto. O termo “reclusão” indica que a punição pode ser cumprida em regime inicial fechado ou semiaberto, a depender do tempo total da condenação e dos antecedentes do réu.

ADRIANE RANGEL / Gabinete do deputado Paulo Araújo | Foto: Freepik

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