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Campanha reforça importância de vacina para grupos de risco

A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) e a empresa farmacêutica Pfizer lançaram hoje (15) a campanha #CRIE+proteção, para divulgação dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries). O objetivo é informar o público sobre os serviços gratuitos dos Cries, que integram o Sistema Único de Saúde (SUS), mas são pouco conhecidos.

O programa de imunobiológicos especiais foi criado em 1993. Atualmente existem 51 Cries no país, com pelo menos uma unidade em cada estado, para atendimento de pessoas com necessidades específicas de imunização, como pacientes imunodeprimidos, com câncer, que vivem com HIV ou transplantados, além de quem convive com eles. Tais grupos não devem seguir o calendário geral de vacinação do país, para adultos e crianças.

Uma pesquisa da Ipsos, apresentada no lançamento da campanha, revela que um em cada cinco médicos não conhece o serviço do Crie e que 84% dos profissionais encaminham os pacientes para vacinação nos postos de saúde. Entre os pacientes atendidos nos centros, 91% foram encaminhados pelo médico que acompanha seu tratamento, sendo que em 70% dos casos de recomendação por alguma vacina, o paciente foi tomar sem receio e nos 30% restantes recebeu a imunização apesar de ter algum receio sobre o efeito na condição de saúde.

O desconhecimento dos pacientes especiais sobre as vacinas disponíveis também é grande. A pesquisa mostra que 80% não tomaram a vacina contra pneumonia por desconhecer a existência dela. Entre os médicos que não encaminharam para o Crie, 39% disseram que o motivo foi o paciente usar a rede privada e 24% admitiram ter esquecido da existência do serviço.

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Sobre a qualidade do atendimento nos Cries, 93% dos pacientes concordam que os profissionais são bem treinados, 64% disseram ter recebido mais informações sobre as vacinas disponíveis e 76% não relataram nenhum problema nas instalações dos centros.

O médico e divulgador científico Dráuzio Varella, que apresenta a campanha dos Cries, destaca que, apesar de antigo e de extrema importância, o programa é pouco conhecido. “Temos uma quantidade grande de vacinas para serem distribuídas aos adultos – esse programa não começou agora, tem 27 anos, mas é desconhecido da população, dos médicos”, afirmou.

Varella ressaltou a necessidade de proteger aqueles que têm a saúde frágil. “Eles têm que ser tratados e acompanhados. O processo civilizatório implica essa atenção para todos.”

Segundo a médica do Crie Martha Lopes, esses pacientes não podem tomar as vacinas oferecidas para a população em geral, por isso, foram criados os centros especializados.

Martha enfatizou que, como parte do SUS, o Crie tem um atendimento especializado e em rede. “A maior parte dos pacientes chega encaminhada por seus médicos, mas o indivíduo pode ir diretamente ao Crie ou ir à unidade básica de saúde, que vai solicitar a vacina ao Crie ou à Secretaria de Saúde”, disse a médica. A pessoa não precisa se deslocar até um Crie para conseguir a vacina, enfatizou.

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De acordo com Varella, a atual pandemia de covid-19 não deve ser impeditiva para pessoas que precisam sair para tomar as vacinas, como as que já têm a saúde mais frágil, público-alvo dos Cries. “Justamente essas pessoas é que precisam sair de casa, porque elas correm risco. Eu vivi o tempo em que os pacientes oncológicos melhoravam do câncer, mas morriam de quadro pulmonar, de varicela. Se você têm uma condição clínica que favorece essas infecções todas, você tem que se vacinar”, afirmou Varella.

Ele destacou que corre-se mais risco de contrair o novo coronavírus nos supermercados, na padaria, andando pelas ruas ou encontrando os amigos para conversar do que em um hospital ou em um centro de vacinação, onde todas as precauções são tomadas para evitar o contágio.

Mais detalhes da campanha e sobre os Cries estão disponíveis na página https://familia.sbim.org.br/.

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Projeto prorroga até abril pagamento do auxílio emergencial, com valor de R$ 600

O Projeto de Lei 5650/20 prorroga o pagamento do auxílio emergencial como medida de enfrentamento à pandemia de Covid-19, com valor de R$ 600, até abril deste ano. O auxílio foi criado pela Lei 13.982/20 para atender pessoas em situação de vulnerabilidade social durante a emergência de saúde pública provocada pela doença. O projeto tramita na Câmara dos Deputados.

Pago desde abril de 2020, sendo as cinco primeiras parcelas de R$ 600 e as quatro últimas de R$ 300, o auxílio emergencial acabou extinto em 31 de dezembro do ano passado, juntamente com o fim da vigência do decreto 6/20, que reconheceu a situação de emergência de saúde no País.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Audiência Pública - Tema: Discussão sobre o PL 2881/19. Dep. Chiquinho Brazão (AVANTE - RJ)
Chiquinho Brazão: auxílio traz vantagens sociais e econômicas

Autor do projeto, o deputado Chiquinho Brazão (Avante-RJ) avalia que as vantagens sociais e econômicas trazidas pelo auxílio emergencial devem ser mantidas. “Ainda que de forma temporária, o benefício contribuiu para reduzir o índice de pobreza da população e para manter a atividade econômica”, diz Brazão.

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“Caso o auxílio não tivesse sido oferecido desde abril de 2020, o índice de pobreza teria saltado para 36% durante a pandemia. Além da queda de renda da população, o fim do benefício vai afetar a arrecadação de estados e municípios e os pequenos comércios locais”, acrescentou.

STF
Uma liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de dezembro de 2020, garantiu a prorrogação das medidas sanitárias de enfrentamento à pandemia, mas não prorrogou o decreto que reconheceu o estado de calamidade pública nem o pagamento do auxílio-emergencial.

Na prática, com o fim do estado de calamidade, o governo volta a ficar submetido às imposições da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), sendo obrigado a cumprir metas de execução do orçamento e limites de endividamento e de gastos com pessoal, o que reduz sensivelmente os recursos disponíveis para financiar políticas de assistência social e ações emergenciais na saúde e no setor produtivo.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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