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Praça dos Carreiros é entregue a população com nova reforma

Símbolo dos primórdios comerciais na região, a Praça dos Carreiros foi entregue à população nesta segunda-feira (21.09) com uma nova reforma de restauração. O projeto visa na preservação da arquitetura original do espaço, palco de grandes conquistas entre a população local e visitantes de outras regiões.

Em meados de 1950, o município estava em alta atividade de desenvolvimento. Recém emancipado, o solo fértil e as belezas naturais da cidade, fizeram com que diversas pessoas migrassem à região com um propósito maior.

O motivo se sustenta também por Rondonópolis estar estrategicamente bem localizada. Na região sul do Estado, a cidade se encontra no entroncamento das Rodovias BR-163 e BR-364, vias que ligam o Norte e Sul do país.

Boa parte deste crescimento se deve igualmente à Praça dos Carreiros. Local que serviu de cenário de um verdadeiro intercâmbio de conhecimento, entre moradores da região com outras partes do país e do mundo.

Tudo isso porque, a praça recepcionou viajantes e mascates que se instalavam no local a fim de comercializar diferentes objetos. Sejam roupas, utensílios de casa e agricultura, alimentos e até aluguel de charretes para transportar as compras da freguesia.

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Com isso, estes encontros resultavam na troca de informações entre os viajantes e a população local. Seja pelas conversas, vendas ou trocas destes itens. Peças que muitas vezes eram novidade na região – assim como os assuntos.

Além disso, a praça servia também de descanso e reabastecimento aos animais. Bois, cavalos e mulas, que andavam por quilômetros de distância com passageiros e materiais nas costas, tinham enfim, um momento de alívio na praça.

O lugar, que era apenas um terreno de chão batido coberto por árvores, foi criando formato e nova estrutura com o passar dos anos. E, assim, acompanhou a modernização e crescimento da cidade.

O carro de boi, fixado em um ponto estratégico da praça, simboliza não só a chegada destes viajantes, mas também o desenvolvimento da cidade. Assim como o acesso a novos conhecimentos da população local, que começava a ter contato com outras culturas.

E com a nova reforma, a praça não só passa por mais uma importante etapa histórica na cidade de Rondonópolis, mas também reafirma as raízes locais. Regada por muito trabalho, busca pelo conhecimento e sonho dos rondonopolitanos.

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Revitalização da praça

Inaugurada no dia 21.09 (segunda-feira), a restauração da Praça dos Carreiros era um dos principais projetos da prefeitura municipal. Com a reforma, Rondonópolis ganha mais uma obra de qualidade que preserva a história local.

Por meio da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Sinfra), a obra garantiu a preservação das características originais. Como a conservação das estrelas do piso, feitas em pedras portuguesas.

Além disso, a reforma contou com a colocação do piso intertravado, a reativação do espelho d’água e a restauração do coreto. Espaço que teve a arquitetura preservada, mas com instalação de rampas de acesso PNE.

A praça também ganhou um parquinho cercado para as crianças, recebeu reforma e climatização do ponto de ônibus, assim como a pavimentação em concreto do estacionamento. Além disso, foi trabalhada a jardinagem e restauração dos quiosques que serão destinados ao comércio.

Prometida para outubro deste ano, a praça foi entregue antes da data prevista. A prefeitura investiu o valor de R$ 2,404 milhões com recursos próprios.

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Brasil

Pesquisa investiga transmissão de covid-19 entre homens e animais

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) quer saber qual o risco de transmissão da covid-19 entre humanos e animais de estimação. Para obter a resposta, a instituição coordena uma pesquisa nacional que vai avaliar cerca de mil animais, cujos donos tiveram diagnóstico positivo para o novo coronavírus, confirmado por exame laboratorial.

Sob coordenação do professor Alexander Welker Biondo, os pesquisadores farão testes gratuitos, por swab (coleta de amostra viral de orofaringe e nasofaringe) e sorológico, em cães e gatos em cinco capitais brasileiras: Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Recife (PE) e São Paulo (SP).

Serão dois momentos de avaliação, com amostras biológicas coletadas com intervalo médio de sete dias, entre animais cujo tutor esteja em isolamento domiciliar, com diagnóstico confirmado.

Voluntários

Para ter mais informações sobre participação na pesquisa, o interessado pode enviar um e-mail para covid19@ufpr.br. Além de cumprir cumprir todos os requisitos, deve informar seu número de celular, e-mail, nome do tutor e do animal e especificar se é cão ou gato. A equipe do projeto entrará em contato o mais rapidamente possível. Os selecionados serão orientados sobre procedimento para a coleta de amostras.

Eles também serão informados sobre os aspectos envolvidos no estudo e, caso concordem com o protocolo da pesquisa, devem assinar o termo de consentimento livre e esclarecido e responder a um questionário para determinar as características ambientais e outros fatores associados à infecção nos animais.

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Resultados

Os resultados dos testes serão informados aos tutores ou familiares através de contato telefônico e pela emissão de laudo eletrônico, que será enviado por e-mail ou aplicativo de comunicação. Em caso positivo, os demais animais da residência também serão testados . Além disso, os familiares serão orientados a estabelecer o acompanhamento veterinário por 14 dias, intensificando medidas de higiene e proteção individual e coletiva.

Itália

O estudo brasileiro será o primeiro do gênero em um país tropical, já que algo semelhante só foi desenvolvido na Itália, segundo a UFPR. Segundo o professor Biondo, aquele país trabalhou com uma amostra de 817 animais. Nenhum foi positivo no PCR, mas 3.4% dos cães e 3.9% dos gatos apresentaram anticorpos contra o SARS-CoV-2. “Até o final de 2020, esperamos ter [no Brasil] em torno de mil amostras nas cinco capitais estaduais”, afirmou o pesquisador.

A definição do número amostral levará em conta o total de indivíduos positivos no trimestre anterior à coleta, considerando aproximadamente 10% do total de casos em humanos.

Minas

A pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde tem, em Belo Horizonte, a colaboração da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio do Laboratório de Epidemiologia de Doenças Infecciosas e Parasitárias do Departamento de Parasitologia.

Na avaliação do professor David Soeiro, coordenador do estudo em MG, considerando os recentes relatos sobre a detecção do novo coronavírus em animais de estimação e a grande proximidade entre eles e seus tutores, é importante elucidar aspectos da história natural da doença, como o possível ciclo zooantroponótico em estudo multicêntrico para a vigilância de Sars-CoV-2 em pets. As amostras obtidas no projeto serão preservadas de modo a também estabelecer um banco para estudos posteriores.

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Primeiro caso

Neste mês foi diagnosticado, em uma gata, de Cuiabá (MT), o primeiro caso de covid-19 em animal no país . Diante do caso, o Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Mato Grosso (CRMV-MT) emitiu nota na qual destaca que não há evidências científicas de que animais de companhia são fonte de infecção para humanos.

No documento, o CRMV-MT, lembrou que a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiram pareceres afirmando que não há evidências e estudos significativos comprovando que animais possam transmitir a covid-19.

Assim, segundo o Conselho, como não há evidência científica de que animais sejam vetores mecânicos ou possam carregar o vírus, ou que o vírus possa se replicar nos animais. “O que observa-se, desde o surgimento da pandemia, é que os poucos animais com a infecção podem ter sido infectados por humanos, por meio do contato direto, e não o inverso”, acrescenta a nota.

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