Agricultura

Produtores tem acesso a melhoramento genético para incrementar rebanho leiteiro

Produtores de leite do município de Porto Alegre do Norte (1.125 km a Nordeste de Cuiabá) receberam 400 doses de sêmen bovino das raças Holandês, Girolando e Jersey para realizar inseminação artificial. Com uma produção média de 5 litros de leite/dia por animal, a meta é chegar a uma produção acima de 12 litros leite/dia. Para garantir acesso à tecnologia o Governo de Mato Grosso adquiriu sêmen dos melhores touros e está disponibilizando o material genético para os produtores.

Essa é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), por meio do Programa Mato Grosso Produtivo-Leite e tem como objetivo o melhoramento genético do rebanho bovino. A estratégia é estimular a substituição gradativa dos animais, em sua maioria, de baixo potencial genético e pouca produtividade, por matrizes de alto desempenho produtivo. O técnico agropecuário da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Kassumo Ferreira Araújo Alves, fala que os sêmens serão distribuídos para 15 produtores selecionados e cadastrados no Programa.

De acordo com Kassuno, o município apresenta potencialidade para expandir a produção de leite devido às condições favoráveis de clima, solo, disponibilidade de água, topografia, laticínios e frigoríficos que absorvem toda produção. O Programa tem acompanhamento técnico da Empaer e da Secretaria Municipal de Agricultura, que atuam na orientação sobre o manejo sanitário, nutricional e zootécnico do rebanho, seleção das matrizes, entre outras ações desenvolvidas na propriedade. “Estamos visitando os produtores e realizando o diagnóstico do plantel e da propriedade para seleção e cadastro”, esclarece.

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Arquivo | Produtor

Aquisição de sêmen de bovinos para aumentar a produção de leite

Na Fazenda Lagoa Azul, o produtor rural Leandro Alves Freitas, possui um plantel de 47 cabeças de gado, entre vacas e novilhas, com uma produção diária de 500 litros de leite. Ele tem experiência em inseminação artificial e recebeu sêmen das três raças (Holandês, Jersey e Girolando). Tem uma produção média de 12 litros de leite/vacas/dia. A sua intenção é aumentar o rebanho e chegar a uma produção de mil litros de leite por dia.

No Assentamento Rural Margarida União, o produtor Cássio Borges, adquiriu sêmen das raças Girolando e Holandesa. Atualmente possui bovino sem raça definida. Tinha parado com a atividade leiteira e vai realizar a inseminação artificial para garantir um plantel mais produtivo e rentável.

Segundo Alves, o programa veio para incentivar e alavancar a pecuária de leite no município que possui baixos índices de produtividade. E esclarece que com o melhoramento genético, recuperação de pastagens degradadas e suporte a produção para as famílias rurais, a tendência é melhorar a qualidade de vida dos produtores gerando lucro e renda com a produção de leite.

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Aquisição de sêmen

As prefeituras interessadas em participar da segunda etapa do programa de distribuição de sêmen, prevista para 2021, deverão encaminhar à SEAF o projeto técnico de melhoramento genético com a relação dos produtores da agricultura familiar a serem beneficiados. As prefeituras também terão que comprovar capacidade técnica para a execução do projeto.

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Agricultura

Praga, queda na produção e seca elevam preço da mandioca em 238%

A mandioca, raiz tradicionalmente cultivada na agricultura familiar, está em escassez em Mato Grosso. A seca prolongada, a incidência de pragas e a pandemia provocaram a queda na produção da mandioca no Estado, e consequentemente causaram a elevação do preço da raiz em 238% em apenas cinco meses.

Em maio a saca de 50 kg da raiz era vendida a R$ 42. Nesta semana, essa mesma quantidade está sendo vendida a R$ 140, conforme aponta a cotação de preços da Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf), realizada na Central de Abastecimento de Cuiabá, que abastece o comércio atacadista e varejista de hortifrutigranjeiros da capital e região.

Com a falta da mandioca para abastecer o mercado interno, o comércio está tendo de importar de outros estados. “A grande maioria da mandioca que hoje é consumida em Mato Grosso tem vindo do Paraná, Mato Grosso do Sul e Goiás”, comenta a técnica de Desenvolvimento Econômico Social da Seaf, Doraci Maria de Siqueira.

Ainda segundo a técnica da Seaf, outros fatores têm causado também a escassez da mandioca em Mato Grosso. A redução da área plantada e também da produção são outros fatores apontados. “Além disso, para arrancar a mandioca do chão é preciso muita força, e a grande maioria dos produtores familiares não têm condições de adquirir maquinários para isso e estão acima dos 50 anos, tornando a colheita um serviço muito pesado, por ser algo que exige força”, comenta.

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Pagando mais caro pela mandioca, os comerciantes da área de alimentação têm evitado de repassar o aumento do produto aos clientes nesse momento. A empresária Priscilla Sá, proprietária da Moinho Espeto, explica que tal decisão é para evitar o ‘sumiço’ dos consumidores pós pandemia, período em que o comércio começa a dar sinal de recuperação.

“Subiu o arroz, a carne, o limão e agora a mandioca. Estamos segurando ao máximo reajustar esses aumentos nos nossos produtos para não espantar os clientes. A previsão junto aos nossos fornecedores é que no mês que vem o preço da mandioca recue e estamos contando com isso para mantermos os mesmos valores dos nossos espetos”, comenta Priscilla Sá.

Cotação

A cotação de preços dos principais produtos da agricultura familiar é realizada semanalmente, toda terça-feira a partir 5 horas, por técnicos da Seaf, Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer) e prefeitura de Cuiabá.

A pesquisa de preço é realizada na Central de Abastecimento de Cuiabá, levando em conta o preço mínimo, mais comum e o preço máximo dos produtos encontrados nas barracas em três horários distintos durante o período matutino.

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Para acessar o preço de todos os 69 produtos divulgados pela cotação regional dos preços do Prohort clique AQUI!

Esta regulação é fundamental para garantir a qualidade do preço, evitando crimes contra a economia popular e valorizando o esforço e trabalho do homem do campo.

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