Mato Grosso

Audiência pública debate implantação de fábrica de celulose

A população da região do Araguaia (415 km de Cuiabá) poderá debater a implantação de uma fábrica de celulose na região. Durante a audiência pública que será realizada em 22 de março (sexta-feira), serão apresentados os Estudos e Relatórios de Impactos Ambientais (Eia-Rima), bem como as alternativas para mitigação dos possíveis danos ao meio ambiente.

Com a realização da audiência pública, garante-se a participação popular, tornando o processo de licenciamento ambiental mais democrático. É neste momento que os moradores da região poderão sanar dúvidas, propor novas soluções e expressar seus anseios em um processo de construção conjunta.

Para acompanhar a apresentação do Eia-Rima, o Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) indicou os representantes das secretarias de Meio Ambiente (Sema) e Desenvolvimento Econômico (Sedec) e da Fundação Ecológica Cristalino (FEC). Os interessados podem acessar o Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (Eia-Rima) no site da empresa.

De acordo com a Euca Energy, empresa responsável pelo empreendimento, a expectativa é gerar 4 mil empregos e investir cerca de R$ 12 bilhões na região do município de Alto Araguaia. O projeto é instalar uma fábrica de celulose branqueada de fibra curta (BHKP) no estado de Mato Grosso para produzir 2 milhões de toneladas por ano de celulose branqueada de eucalipto para exportação.

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Acesse o Eia-Rima em: https://eucaenergy.wixsite.com/eucaenergy

Serviço

Evento: Audiência Pública Apresentação Projeto Euca Energy

Data: 22/03/2019 (sexta-feira)

Horário: 19h

Local: AABB de Alto Araguaia, Travessa Presidente Kennedy, s/n – Centro (Alto Araguaia)

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Destaque

Hematologista explica quais os sintomas da anemia falciforme

Crises de dor, principalmente nos ossos e nas articulações, podendo afetar qualquer parte do corpo, são os sintoma mais frequentes da doença falciforme. Quem dá detalhes sobre a enfermidade para o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme (19 de junho), é a hepatologista Paloma Borges, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida e Oncolog.

“As crises de dor têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano, com mais frequência em climas frios, casos de infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação”, pontua a especialista, observando que a doença falciforme altera os glóbulos vermelhos do sangue, fazendo com que as membranas dessas células tomem forma de foice e se rompam com maior facilidade.

A doença, que é hereditária, se apresenta de formas diferentes em cada paciente. Alguns têm sintomas mais leves do que outros, mas geralmente surgem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

“Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda”, explica o hepatologista.

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Além das crises de dores, entre os sintomas está a síndrome mão-pé. Ao afetar as crianças, a falcização ocorre nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, provocando inchaço, dor e vermelhidão no local.

“Pacientes com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente, as crianças podem desenvolver com mais facilidade pneumonia e meningite. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. E, ao primeiro sinal de febre deve procurar o pronto atendimento mais próximo onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade”, alerta a especialista.

A Dra. Paloma Borges também chama a atenção para casos de úlcera, que são feridas que surgem com mais frequência próximo aos tornozelos, a partir da adolescência. Essas lesões podem demorar muito para cicatrizar completamente. A médica orienta uso de sapatos que cubram todo o corpo do pé para prevenir essa situação.

Entre os sintomas a médica também cita problemas na filtragem de sangue no baço.“Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por eliminar o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por redução do fluxo sanguíneo aos outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de perder a vida e exige tratamento emergencial”.

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Diagnóstico e Tratamento

A partir dos sintomas e do histórico familiar, o médico irá detectar esse tipo de anemia, através do exame de eletroforese de hemoglobina, ou seja, uma amostra de sangue.

“O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme”, destaca a Dra. Paloma Borges.

A partir do diagnóstico, o paciente passa a ter acompanhamento médico adequado, em um programa de atenção integral, pelo resto da vida. É uma rotina acompanhada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, entre outros.

“Os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento para orientar a família e o doente a identificar rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção”, finaliza a médica.

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