Mato Grosso

Rede Cegonha traz avanços à atenção integral da saúde da mulher em MT

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, instituída pelo Ministério da Saúde e reformulada em 2004, vem sendo desenvolvida em Mato Grosso pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). O programa apresenta resultados positivos no sentido de resgate da credibilidade de serviços e avanços.

Coordenadora de Ações Programáticas Estratégicas (Coapre) da Superintendência de Atenção à Saúde da SES-MT, Aline Régia Ribeiro, destaca que o programa “Rede Cegonha” obteve consideráveis avanços em Mato Grosso.

De acordo com o Ministério da Saúde, a estratégia estabelece “uma rede de cuidados para assegurar às mulheres o direito ao planejamento reprodutivo e à atenção humanizada da gravidez, ao parto e ao puerpério, bem como assegurar às crianças o direito ao nascimento seguro e ao crescimento e desenvolvimento saudáveis”. 

A rede existe nos municípios da baixada cuiabana, no Hospital Santa Casa de Rondonópolis – que foi o primeiro centro de parto normal do Estado – e na Capital. “Com a implantação da Rede Cegonha, por exemplo, o município de Várzea Grande voltou a realizar partos no Pronto Socorro”, ressaltou a coordenadora.

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Avanços

Na Região da Baixada Cuiabana, houve o Acolhimento com Classificação de Risco em três maternidades, o repasse de recurso financeiro para reforma do Pronto Socorro Municipal de Várzea Grande e a reabilitação de UTI neonatal.

Na Região Sul Mato-grossense, houve a criação de equipes do cuidado nos serviços de atenção obstétrica e neonatal da Santa Casa de Rondonópolis; a implantação e fortalecimento do Banco de Leite; o repasse de recurso financeiro para a reforma da maternidade em Rondonópolis e Jaciara e Construção do Centro de Parto Normal; e a regionalização da aplicação do Palivizumabe (medicamento indicado para aumentar a proteção de crianças contra a infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório).

O Hospital Geral Universitário de Cuiabá e o Hospital Universitário Júlio Müller implantaram e habilitaram 13 e oito leitos, respectivamente, de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional, Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru e de pré-parto, parto e puerpério.

Já o Hospital Santa Helena ampliou oito leitos da UTI Neonatal e implantou sete leitos de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional e de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru. O Hospital Municipal de Jaciara realiza reforma e implantou dois leitos pré-parto, parto e puerpério.

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A Santa Casa e Maternidade de Rondonópolis implantou um Centro de Parto Normal com cinco leitos, reabilitou o Serviço de Referência à Gestação de Alto Risco tipo II; ampliou sete leitos de UTI Neonatal e implantou 23 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Convencional, de Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal Canguru e de UTI pediátrica.

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Destaque

Hematologista explica quais os sintomas da anemia falciforme

Crises de dor, principalmente nos ossos e nas articulações, podendo afetar qualquer parte do corpo, são os sintoma mais frequentes da doença falciforme. Quem dá detalhes sobre a enfermidade para o Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme (19 de junho), é a hepatologista Paloma Borges, credenciada ao Mato Grosso Saúde pela Clínica Vida e Oncolog.

“As crises de dor têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano, com mais frequência em climas frios, casos de infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação”, pontua a especialista, observando que a doença falciforme altera os glóbulos vermelhos do sangue, fazendo com que as membranas dessas células tomem forma de foice e se rompam com maior facilidade.

A doença, que é hereditária, se apresenta de formas diferentes em cada paciente. Alguns têm sintomas mais leves do que outros, mas geralmente surgem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

“Essa condição é mais comum em indivíduos da raça negra. No Brasil, representam cerca de 8% dos negros, mas devido à intensa miscigenação historicamente ocorrida no país, pode ser observada também em pessoas de raça branca ou parda”, explica o hepatologista.

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Além das crises de dores, entre os sintomas está a síndrome mão-pé. Ao afetar as crianças, a falcização ocorre nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, provocando inchaço, dor e vermelhidão no local.

“Pacientes com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente, as crianças podem desenvolver com mais facilidade pneumonia e meningite. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. E, ao primeiro sinal de febre deve procurar o pronto atendimento mais próximo onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade”, alerta a especialista.

A Dra. Paloma Borges também chama a atenção para casos de úlcera, que são feridas que surgem com mais frequência próximo aos tornozelos, a partir da adolescência. Essas lesões podem demorar muito para cicatrizar completamente. A médica orienta uso de sapatos que cubram todo o corpo do pé para prevenir essa situação.

Entre os sintomas a médica também cita problemas na filtragem de sangue no baço.“Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por eliminar o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por redução do fluxo sanguíneo aos outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de perder a vida e exige tratamento emergencial”.

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Diagnóstico e Tratamento

A partir dos sintomas e do histórico familiar, o médico irá detectar esse tipo de anemia, através do exame de eletroforese de hemoglobina, ou seja, uma amostra de sangue.

“O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme”, destaca a Dra. Paloma Borges.

A partir do diagnóstico, o paciente passa a ter acompanhamento médico adequado, em um programa de atenção integral, pelo resto da vida. É uma rotina acompanhada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, entre outros.

“Os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento para orientar a família e o doente a identificar rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção”, finaliza a médica.

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