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Alta Floresta protege seis espécies de primatas e transforma conservação da fauna em política pública

Autor da Foto: Direção de Comunicação

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Zogue-zogue-de-Alta-Floresta, espécie criticamente ameaçada, é um dos principais símbolos da biodiversidade protegida pelo programa Alta Floresta Não Atropela

Alta Floresta é uma cidade marcada pela presença da floresta e por uma biodiversidade que também está presente nos fragmentos florestais existentes dentro e no entorno da área urbana. Entre os animais que encontram nesses ambientes seu habitat estão seis espécies de primatas, algumas delas ameaçadas de extinção.

É para proteger essa biodiversidade que a Prefeitura de Alta Floresta vem fortalecendo ações de conservação por meio do programa Alta Floresta Não Atropela, desenvolvido em parceria com instituições de pesquisa, empresas e organizações ambientais.

Entre as espécies encontradas estão o macaco-aranha-de-cara-preta (Ateles chamek), o zogue-zogue-de-Alta-Floresta (Plecturocebus grovesi), o sauim-de-Schneider (Mico schneideri), o bugio-ruivo-do-rio-Purus (Alouatta puruensis), o macaco-prego (Sapajus apella) e o macaco-da-noite (Aotus sp.).

Quatro dessas espécies estão classificadas em categorias de ameaça em nível global. O zogue-zogue-de-Alta-Floresta, símbolo da cidade, é classificado como Criticamente em Perigo e foi descrito pela ciência somente em 2019.

O macaco-aranha-de-cara-preta e o sauim-de-Schneider são classificados como Em Perigo, enquanto o bugio-ruivo-do-rio-Purus é considerado Vulnerável.

A expansão urbana e a abertura de novas vias podem fragmentar os ambientes florestais e interromper as rotas utilizadas pelos animais para se deslocar entre diferentes áreas. Nesse cenário, os primatas arborícolas ficam expostos a riscos como atropelamentos e choques elétricos.

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As pontes de dossel instaladas pelo programa Alta Floresta Não Atropela funcionam justamente como corredores seguros para esses animais.

Desde outubro de 2024, quando foram instaladas as primeiras sete estruturas, câmeras de monitoramento registraram quase 15 mil travessias de animais silvestres. Seis espécies de primatas já utilizaram as pontes.

Além disso, não foram registrados novos atropelamentos de primatas nas áreas diretamente contempladas pelas estruturas desde a implantação das primeiras pontes.

“Ver o zogue-zogue-de-Alta-Floresta, uma espécie que existe apenas na nossa região e que se tornou um símbolo da cidade, utilizando as pontes de dossel é algo emocionante. Cada travessia registrada representa uma oportunidade de sobrevivência para essa espécie criticamente ameaçada e reforça a importância de investirmos em soluções que mantenham a floresta conectada”, afirma Vitória Da Riva, da Fundação Ecológica Cristalino.

Para a Prefeitura de Alta Floresta, a preservação dos primatas representa também a valorização de uma característica que diferencia o município: sua biodiversidade.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Gercilene Meira Leite, destaca que a experiência desenvolvida no município vem ganhando reconhecimento.

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“O Reconecta e o Programa Alta Floresta Não Atropela transformaram Alta Floresta em uma referência para a conservação da fauna em áreas urbanas da Amazônia. Os resultados demonstram que, com ciência, parceria e planejamento, é possível proteger a biodiversidade e promover o desenvolvimento sustentável”, afirma.

Além das pontes, o município também instalou 40 placas especiais de sinalização de travessia de fauna, utilizando silhuetas dos animais encontrados na região, especialmente dos primatas.

Outra ferramenta de conscientização é um outdoor instalado em local estratégico da cidade, onde a população pode acompanhar a contagem das travessias registradas nas pontes.

As ações demonstram que a conservação da fauna não se limita à instalação de estruturas físicas. Ela envolve também educação ambiental, pesquisa, monitoramento e conscientização da população.

Com a instalação de mais oito pontes em agosto, Alta Floresta amplia sua rede de proteção e reafirma seu papel como município amazônico comprometido com a conservação da biodiversidade.

Fonte: Prefeitura Municipal de Alta Floresta

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