APROSOJA

Aprosoja reforça posicionamento contrário ao tabelamento de frete

Fortalecimento Institucional

Aprosoja reforça posicionamento contrário ao tabelamento de frete

Associação assina ao lado de 39 instituições do setor manifestação contrária a Medida Provisória 832


Julian Pereira/Aprosoja

09/07/2018

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) reforça seu posicionamento contrário ao tabelamento do frete. A entidade assina, ao lado de outras 39 instituições do setor, uma nota publicada na manhã desta segunda-feira (09) pelo Instituto Pensar Agro (IPA).
 
Conforme o documento, o setor é absolutamente contrário ao tabelamento de frete e demonstra grande indignação com a tentativa de o Governo Federal aprovar a Medida Provisória (MP) 832, que estabelece preço mínimo para o frete rodoviário, por meio de manobras no Congresso Nacional. A Comissão Mista aprovou o texto da MP na última quarta-feira (04). 
 
Ainda, conforme a nota, os números dos impactos do tabelamento já em vigência desde 30 de maio nos índices de inflação são prova contundente do erro que significa esta medida. O IPC Fipe de junho para o setor de alimentação foi de 3,14%, sendo que em abril havia sido negativo em -0,10%. No setor de transportes o IPC em junho foi de 1,01%, tendo sido 0,05% em abril. Já o IPCA-15 do IBGE, trouxe índices de 1,57% e 1,95% para os setores de alimentação e transportes, respectivamente. Lembrando que em abril tais índices foram abaixo de 0,2%. 
 
“Não se pode subestimar tais impactos para o controle inflacionário brasileiro, nem tampouco afirmar, levianamente, que os ajustes inflacionários já ocorreram e são coisa do passado. Considerando que a medida provisória estabelece que os preços serão revisados semestralmente e, não havendo publicação de nova tabela, esta será corrigida para cima pelo IPCA, ficando evidente que o preço do frete terá impacto inflacionário permanente e inercial”, afirma trecho da nota do Ipa. 
 
O texto ainda alerta para a atual safra de milho e para a futura safra de soja, 2018/2019. “O pior ainda está por vir. A safra de grãos 2018/19 precisa ser plantada, por força de um calendário climático, entre setembro e novembro deste ano. Não se faz uma safra de mais de 200 milhões toneladas sem fertilizantes. O tabelamento do frete não só impediu o produtor rural de comprar fertilizantes no calendário correto, como também está impondo custos muito mais altos. A safra a ser colhida em 2019 terá custos de produção muito mais altos, o que pressionará os preços dos alimentos. Além disso, na perspectiva de maiores custos e incapacidade de adquirir o fertilizante necessário, a produção vai cair”.
 
Para ler a nota na íntegra, clique aqui.
 

Fonte: Ascom Aprosoja


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Soja mato-grossense será reconhecida como sustentável por meio de programa da Aprosoja

Fortalecimento Institucional

Soja mato-grossense será reconhecida como sustentável por meio de programa da Aprosoja

Em missão na Europa, comitiva aprova pontos para que Soja Plus seja certificador da procedência dos grãos do Estado


28/11/2018

Em breve, os produtores rurais de Mato Grosso que participam do programa Soja Plus serão reconhecidos formalmente pela Europa como sustentáveis. Em reunião em Bruxelas, na Bélgica, na última quarta (21), o benchmarking do Soja Plus foi aprovado junto à Federação Europeia dos Fabricantes de Rações (Fefac) fazendo com que ele possa ser submetido à plataforma ITC.

“Desta forma, conseguiremos com que o programa Soja Plus seja uma espécie de certificação de sustentabilidade da soja mato-grossense. É um passo importante para os agricultores do Estado, que produzem soja e milho obedecendo rigorosas leis ambientais e trabalhistas”, afirma Antonio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

Em janeiro de 2017, foi assinado em Lisboa (Portugal) um Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) entre a Aprosoja, a Fefac, a Associação Brasileira de Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), a Federação Europeia de Óleo Vegetal e Proteínas (Fediol) e a Iniciativa para Comércio Sustentável (IDH). O documento reconheceu o programa Soja Plus como o caminho mais adequado para se reconhecer que a soja mato-grossense é sustentável.

Durante a viagem à Europa, a comitiva brasileira também se reuniu com autoridades políticas da União Europeia. Houve reunião na Embaixada Brasileira em Bruxelas e também no Parlamento Europeu. O objetivo era apresentar aos europeus como a soja é produzida em Mato Grosso. No discurso, o presidente da Aprosoja pediu respeito ao Brasil e ao agricultor brasileiro.

“Aparentemente, sustentabilidade para os europeus é não desmatar, nem desflorestar. E o conceito é muito mais amplo. Deixamos claro que no Brasil trabalhamos com leis rígidas e seguimos o que está definido nelas. Na legislação brasileira, há a possiblidade de desmatamento legal e ainda há muitos estados novos que estão crescendo e precisarão desta área. Nós temos soberania”, frisou Galvan.

O representante da associação acredita que, muito além da sustentabilidade, o interesse da Europa é comercial. “As organizações não-governamentais (ONGs), fomentadas pelos grandes varejistas, levam uma informação distorcida do Brasil para a Europa e, com isso, fazem pressão para que os preços sejam interessantes para eles”, contou. Em outras duas reuniões, em Paris e em Berlim, o contato foi com representantes de indústria de reações, associados da Fefac.

Soja Plus – Desenvolvido em 2011, por iniciativa da Aprosoja, o Soja Plus tem por finalidade a melhoria contínua das condições sociais, de trabalho e ambiental nas fazendas produtoras de soja. Até hoje, foram realizados 240 cursos da Norma Regulamentadora 31, que trata da qualidade de vida no trabalho, e é o pontapé inicial para a entrada no Soja Plus. Até o final do ano de 2018, serão mais de 3600 pessoas capacitadas. São mais de 1200 propriedades que fazem parte do Soja Plus em Mato Grosso.

Participaram da missão na Europa também o vice-presidente da Aprosoja, Fernando Cadore, o delegado por Sorriso, Thiago Stefanello, o diretor executivo, Wellington Andrade, a gerente de Sustentabilidade, Marlene Lima, o senador José Medeiros, o consultor técnico, Wanderlei Dias Guerra, e o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdara Filho.

 

Fonte: Ascom Aprosoja


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