APROSOJA

Artigo – Lei de Defensivos Agrícolas: precisamos nos posicionar

Defesa Agrícola

Artigo – Lei de Defensivos Agrícolas: precisamos nos posicionar

Diretor técnico da Aprosoja comenta que são quase 30 anos com poucas atualizações


Ascom Aprosoja

17/05/2018

A lei que trata dos defensivos agrícolas no Brasil foi criada em 1989. Ou seja, são quase 30 anos com poucas atualizações. Exatamente por isso, precisamos nos posicionar e ajudar a esclarecer à sociedade sobre a segurança do uso de produtos fitossanitários.
 
Esta é uma de nossas atribuições como engenheiros agrônomos: somos tecnicamente responsáveis pela recomendação e uso dos produtos nas lavouras brasileiras e sabemos que, em função dos rigores da legislação, não há risco para a saúde ou meio ambiente, desde que estes produtos sejam corretamente utilizados.
 
Aliás, também sabemos que as restrições, muitas vezes ideológicas ou sem conhecimento técnico, têm pautado órgãos de registro, fiscalização e controle. Este rigor, às vezes muito além da técnica, aliado às divulgações mentirosas na mídia, tem atravancado a produção brasileira, colocado sob ameaça nossas exportações.
 
É um “fogo amigo” covarde, antipatriótico, verdadeiros crimes de lesa-pátria. Isto, aliás, é o que tem trazido riscos reais para avançarmos ainda mais na produção sustentável no Brasil.
 
A morosidade no registro de novas moléculas, além de inibir o surgimento de produtos mais modernos para a agricultura, diminui a nossa competitividade e abre portas gigantescas para a ilegalidade. Onde há dificuldade, via de regra, se buscam facilidades e o descaminho e contrabando de defensivos agrícolas é uma delas. Falei muito desta realidade quando ainda trabalhava no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).
 
Chegou a hora de mostramos a nossa cara, assumirmos nossas responsabilidades, darmos respostas contundentes e claras para a sociedade e desmascararmos os ideologistas de plantão. 
 
Acessem a página http://www.leidoalimentomaisseguro.com.br/campanha/ para ampliarmos este debate. É preciso de informação correta e responsável, não de desinformação.  
 
Wanderlei Dias Guerra, diretor técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

Fonte: Wanderlei Dias Guerra, diretor técnico da Aprosoja


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Soja mato-grossense será reconhecida como sustentável por meio de programa da Aprosoja

Fortalecimento Institucional

Soja mato-grossense será reconhecida como sustentável por meio de programa da Aprosoja

Em missão na Europa, comitiva aprova pontos para que Soja Plus seja certificador da procedência dos grãos do Estado


28/11/2018

Em breve, os produtores rurais de Mato Grosso que participam do programa Soja Plus serão reconhecidos formalmente pela Europa como sustentáveis. Em reunião em Bruxelas, na Bélgica, na última quarta (21), o benchmarking do Soja Plus foi aprovado junto à Federação Europeia dos Fabricantes de Rações (Fefac) fazendo com que ele possa ser submetido à plataforma ITC.

“Desta forma, conseguiremos com que o programa Soja Plus seja uma espécie de certificação de sustentabilidade da soja mato-grossense. É um passo importante para os agricultores do Estado, que produzem soja e milho obedecendo rigorosas leis ambientais e trabalhistas”, afirma Antonio Galvan, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja).

Em janeiro de 2017, foi assinado em Lisboa (Portugal) um Memorando de Entendimento (MoU, na sigla em inglês) entre a Aprosoja, a Fefac, a Associação Brasileira de Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), a Federação Europeia de Óleo Vegetal e Proteínas (Fediol) e a Iniciativa para Comércio Sustentável (IDH). O documento reconheceu o programa Soja Plus como o caminho mais adequado para se reconhecer que a soja mato-grossense é sustentável.

Durante a viagem à Europa, a comitiva brasileira também se reuniu com autoridades políticas da União Europeia. Houve reunião na Embaixada Brasileira em Bruxelas e também no Parlamento Europeu. O objetivo era apresentar aos europeus como a soja é produzida em Mato Grosso. No discurso, o presidente da Aprosoja pediu respeito ao Brasil e ao agricultor brasileiro.

“Aparentemente, sustentabilidade para os europeus é não desmatar, nem desflorestar. E o conceito é muito mais amplo. Deixamos claro que no Brasil trabalhamos com leis rígidas e seguimos o que está definido nelas. Na legislação brasileira, há a possiblidade de desmatamento legal e ainda há muitos estados novos que estão crescendo e precisarão desta área. Nós temos soberania”, frisou Galvan.

O representante da associação acredita que, muito além da sustentabilidade, o interesse da Europa é comercial. “As organizações não-governamentais (ONGs), fomentadas pelos grandes varejistas, levam uma informação distorcida do Brasil para a Europa e, com isso, fazem pressão para que os preços sejam interessantes para eles”, contou. Em outras duas reuniões, em Paris e em Berlim, o contato foi com representantes de indústria de reações, associados da Fefac.

Soja Plus – Desenvolvido em 2011, por iniciativa da Aprosoja, o Soja Plus tem por finalidade a melhoria contínua das condições sociais, de trabalho e ambiental nas fazendas produtoras de soja. Até hoje, foram realizados 240 cursos da Norma Regulamentadora 31, que trata da qualidade de vida no trabalho, e é o pontapé inicial para a entrada no Soja Plus. Até o final do ano de 2018, serão mais de 3600 pessoas capacitadas. São mais de 1200 propriedades que fazem parte do Soja Plus em Mato Grosso.

Participaram da missão na Europa também o vice-presidente da Aprosoja, Fernando Cadore, o delegado por Sorriso, Thiago Stefanello, o diretor executivo, Wellington Andrade, a gerente de Sustentabilidade, Marlene Lima, o senador José Medeiros, o consultor técnico, Wanderlei Dias Guerra, e o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Raimundo Deusdara Filho.

 

Fonte: Ascom Aprosoja


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