Politica MT

Botelho percorre trechos do Pantanal e se impressiona com devastação do bioma


Foto: MAURICIO BARBANT / ALMT

A situação do Pantanal mato-grossense preocupa. Esse foi o sentimento do deputado Eduardo Botelho (DEM), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), ao visitar trechos do bioma e ficar impressionado com as condições dos animais agonizando ou disputando um pouco de lama que ainda resta nos corixos, nas proximidades da Transpantaneira.

Ele esteve em Poconé, nesta segunda-feira (12), e aproveitou para percorrer alguns pontos da região, quando constatou diversos jacarés, capivaras e outros animais perecendo pela escassez de água.  

Em entrevista à imprensa, Botelho chamou a atenção sobre o problema e fez o alerta: “se não tomarmos uma providência vamos ver o fim do Pantanal. Temos que preservar essa fauna e flora que formam o bioma que é patrimônio mundial. As imagens são impressionantes. Vimos muitos animais mortos. Tem que haver uma solução. Já falaram que abrir poços artesianos pode ajudar a solucionar a situação na época da estiagem. Mas, é preciso fazer estudos para que não haja essa destruição do nosso bioma. Vi jacarés e capivaras disputando uma pequena poça de lama porque água não tem mais. Isso acontece em todo Pantanal”, lamentou.

Leia Também:  Comissão de Educação discute ciclo de formação humana e resultados do Ideb

De acordo com o deputado, na região deve ser mantida, de forma sustentável, a pecuária. “Deixar o pantanal para a pecuária e retirar a agricultura. É preciso preservar as cabeceiras dos rios que abastecem o Pantanal. Tem que resolver isso, em que época ouvimos falar que as baías estavam secas? Agora, pode andar no meio das Baías de Chacororé e Siá-Mariana. Acho que a construção de usinas nesses rios que abastecem o pantanal tem que ser proibida, tem que ser feito um trabalho de desobstrução dos canais. Tem que ser agora. Mais uma vez volto a dizer: ou tomamos providência agora, ou vamos ver o fim do pantanal!”, alertou Botelho, ao conclamar as autoridades para uma força-tarefa que ajude a preservar a fauna e a flora do bioma.      

Fonte: ALMT

Comentários Facebook

Politica MT

Projeto de lei institui a “hora do colinho” na saúde pública mato-grossense


O tempo de “colo” mostra melhoria de indicadores como tempo de sono e ganho de peso

Foto: Ronaldo Mazza / Secretaria de Comunicação Social

Dr. Gimenez explica que o mesmo projeto foi implantado com sucesso no estado da Paraíba

Foto: MARCOS LOPES / ALMT

O Projeto de Lei nº 990/2021, de autoria do deputado estadual Dr. Gimenez (PV), institui a “hora do colinho” na rede de saúde pública de Mato Grosso. O objetivo é oferecer acolhimento afetivo a bebês recém-nascidos órfãos ou que por algum motivo estejam privados da presença materna durante a hospitalização.  

Conforme o parlamentar, o projeto será implementado por meio do Protocolo Operacional Padrão (POP), oferecido pela equipe multiprofissional competente. Poderão participar profissionais treinados pelas unidades hospitalares cadastrados ao projeto.  

“Após tantos anos trabalhando com crianças, posso dizer que, sem sombra de dúvida, o amor cura, pois a resposta do bebê será muito positiva ao tratamento depois desse momento de relaxamento proporcionado pela equipe de profissionais. A humanização ajuda a diminuir o estresse e reduz as sensações de eventuais dores”.  

Leia Também:  Deputado participa de ação social para crianças feita por bombeiros militares

A orientação é que o governo estadual faça convênio com os municípios para a efetivação do POP, ampliando a abrangência para a rede municipal de saúde. Além de capacitação, essas unidades poderão criar uma sala específica, tecnicamente preparada e apta com ambiente silencioso, acolhedor e conforto para a recepção dos bebês recém-nascidos órfãos.

Os estabelecimentos de saúde que adotarem o projeto “hora do colinho” estarão autorizados a firmar convênios público-privados locais, nacionais ou internacionais de capacitação, treinamento, divulgação, publicidade e cooperação técnica pertinente ao uso do Protocolo.

Dr. Gimenez explica que Mato Grosso seria um dos pioneiros na implantação da proposta que vem sendo estudada pelo Ministério da Saúde para uso via Sistema Único de Saúde (SUS). “Muitas crianças ficaram órfãs durante a pandemia, o que nos sensibilizou muito e então veio a ideia de criar o projeto, afinal, a mão que cuida também é o colo que acalenta”.

Ele explica que o tempo de colo deve ser ajustado de acordo com a demanda do bebê. A técnica aprimora a respiração e promove a expansão da caixa torácica do recém-nascido, auxiliando o funcionamento do intestino e do estômago. 

Leia Também:  Paulo Araújo quer instituir programa de conscientização sobre o descarte de cartuchos e toners

“Nós avaliamos os dados preliminares da Maternidade Frei Damião, na Paraíba, onde esse projeto já foi implementado com muito sucesso e é realmente animador observar que de fato o tempo de “colo” mostra melhoria de indicadores como tempo de sono e ganho de peso, além da redução do refluxo e do tempo de internação”.  

Fonte: ALMT

Comentários Facebook
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA