AGRONEGÓCIO

Consumo mundial de café atinge volume de 167,58 milhões de sacas

O consumo mundial de café no ano-cafeeiro 2020-2021 deverá atingir o volume físico equivalente a 167,58 milhões de sacas de 60kg, o que representa um acréscimo de 1,9%, em comparação com o consumo registrado no ano-cafeeiro anterior, que foi de 164,43 milhões de sacas. A previsão é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Neste ano-cafeeiro em curso, a Europa será responsável 32,5% do consumo mundial de café, Ásia & Oceania 21,9%, América do Norte 18,9%, América do Sul 16,2%, África 7,3% e México & América Central 3,2%.

Ranking de consumo

Neste contexto global do consumo de café, um ranking dos seis blocos econômicos, em termos de volume e respectivo crescimento percentual, em relação ao período anterior, demonstra a seguinte performance em ordem decrescente de volume: a Europa, em primeiro lugar, com 54,25 milhões de sacas a serem consumidas, apresentará um crescimento de 1,8%; na segunda posição, vem a Ásia e Oceania, com 36,70 milhões de sacas (1,3% de crescimento); e, na sequência, destaca-se a América do Norte, com 31,77 milhões de sacas (3,7%).

Leia Também:  Frio volta a Rondonópolis e temperatura pode chegar a 5 graus

Em quarto colocado nesse ranking, figura a América do Sul, com 27,23 milhões de sacas, volume físico que representa um acréscimo de 1,2% em relação ao período anterior; em quinta posição, o continente Africano, com 12,27 milhões de sacas (2,1%); e, por fim, a região que contempla o México e a América Central, o consumo atingirá 5,36 milhões de sacas, o que representará aumento de 0,7%, também se comparado com o consumo do ano-cafeeiro anterior.

Os números e dados estatísticos da performance do consumo da cafeicultura global são do Relatório sobre o mercado de Café – maio 2021, da Organização Internacional do Café (OIC), instituição representativa da cafeicultura mundial, da qual o Brasil é país-membro.

O relatório encontra-se disponível na íntegra no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, rede integrada de pesquisa coordenada pela Embrapa Café. O ano-cafeeiro para a OIC compreende o período de outubro a setembro. O consumo e a produção mundiais de café são agrupados pela Organização nos seis blocos econômicos citados.

A OIC atribui o incremento do consumo mundial de café ao abrandamento das restrições ligadas à pandemia da covid-19 e as perspectivas de uma recuperação econômica subsequente, além da confiança dos consumidores, fatores que têm sinalizado uma tendência positiva no consumo mundial de café. Assim, conforme a organização, o consumo deverá crescer 2,3% nos países importadores e 1% nos países exportadores.

Leia Também:  Mato Grosso registra 483.466 casos e 12.669 óbitos por Covid-19

Comentários Facebook

AGRONEGÓCIO

Conab estima colheita de 260,8 milhões de toneladas na safra 2020/2021

A safra 2020/2021 de grãos deverá ter uma colheita de 260,8 milhões de toneladas, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) ao divulgar o 10º levantamento da Safra de Grãos. O número é ligeiramente menor do que a projeção anterior.

De acordo com o presidente da Conab, Guilherme Ribeiro, a diferença de 1,3 milhão de toneladas “se deve ao plantio tardio de milho segunda safra e à falta de chuva”. Plantado fora da janela ideal, o milho acabou ficando mais vulnerável às condições climáticas registradas no período. Segundo Ribeiro, o grão já teve 95% da sua primeira safra colhida.

De acordo com a Conab, o clima adverso em algumas regiões produtoras “influenciou de maneira negativa na produtividade estimada do cereal, e a colheita da segunda safra do grão deve chegar a 66,97 milhões de toneladas, queda de 10,8% se comparada com o período anterior”.

A estimativa de produção total do milho supera 93 milhões de toneladas, com a primeira safra tendo uma colheita de cerca de 24,9 milhões de toneladas. A estimativa para a terceira safra do grão é de aproximadamente 1,5 milhão de toneladas. “Com a atualização, a produtividade do milho segunda safra pode chegar a 4,5 toneladas por hectare na atual safra, queda de 17,5% em relação à 2019/2020. Já a área plantada do cereal no período registra aumento de aproximadamente 8,1%, chegando a 14,88 milhões de hectares”, informa a Conab.

Leia Também:  Polícia Civil cumpre 31 ordens judiciais contra grupo criminoso investigado por sonegação e ameaças em posto fiscal de MT

Soja e arroz

O levantamento prevê um acréscimo de 11,1 milhões de toneladas de soja para esta safra. Com a colheita já encerrada, a oleaginosa deverá registrar um novo recorde de 135,9 milhões de toneladas colhidas, “mantendo o Brasil como maior produtor da cultura no mundo”.

A produção estimada para o arroz é de 11,8 milhões de toneladas, 5,2% maior do que o volume produzido na safra anterior. Cerca de 92% dessa produção tem como origem os cultivos irrigados. O restante 8% tem como origem os plantios de sequeiro. Já a produção de feijão está estimada em cerca de 3 milhões de toneladas.

Exportações e importações

A Conab prevê que as exportações de algodão no segundo semestre de 2021 atinjam patamares menores do que no ano passado. “Essa redução se deve à combinação de uma menor produção na atual safra e de um maior consumo das indústrias nacionais. Nesse cenário, a tendência é de recuperação de 16% nos estoques finais da fibra em relação ao volume divulgado no balanço do mês passado”, informa a companhia.

Leia Também:  Mato Grosso registra 485.075 casos e 12.688 óbitos por Covid-19

No caso do milho, a Conab manteve as projeções de importação do grão em 2,3 milhões de toneladas, e de exportação em 29,5 milhões de toneladas. Já para a soja, a Conab estima recorde no volume exportado, finalizando o ano com cerca de 86,69 milhões de toneladas, 4,5% a mais que no ano anterior. No primeiro semestre de 2021 foram exportadas 57,56 milhões de toneladas dessa oleaginosa.

A Conab informa que, para o trigo, o estoque de passagem para a safra 2021/2022 deverá ter volume próximo a 1,8 milhão de toneladas.

Para o arroz, as exportações em junho foram 19% menores que as ocorridas no mesmo período do ano passado. A Conab acrescenta que essa queda “é ainda maior quando se considera o acumulado do primeiro semestre, chegando a uma redução de 50% no volume exportado”.

Comentários Facebook
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA