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MANDIOCA/CEPEA: Preço cai pela 9ª semana seguida e chega a menor patamar real em dois anos

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Cepea, 11/06/2018 – As cotações da raiz de mandioca recuaram pela nona semana consecutiva. Considerando-se a média das regiões acompanhadas pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o preço médio da raiz foi de R$ 375,28/tonelada na semana passada, o menor desde julho de 2016, em termos reais (valores foram deflacionados pelo IGP-DI de maio/18).

 

Segundo pesquisadores do Cepea, as quedas são atribuídas à demanda industrial enfraquecida. Entre 4 e 8 de junho, a quantidade de mandioca processada nas fecularias foi de 23,5 mil toneladas, bem abaixo da média parcial deste ano, de 36,8 mil toneladas. Com isso, pesquisadores do Cepea verificam que a ociosidade industrial está alta.

 

No campo, as lavouras de mandioca da maioria das regiões acompanhadas pelo Cepea têm até 12 meses e, diante dos atuais patamares de preços, parte dos agricultores, sem necessidade de entrega de áreas ou de se capitalizar, tem deixado de colher.

 

No Paraná, um dos principais estados produtores de mandioca, a Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do estado (Seab/Deral) aponta que, até maio, apenas 30% das áreas de mandioca haviam sido colhidas, contra 42% no mesmo período do ano passado.

 

SEGUNDO SEMESTRE – Colaboradores do Cepea acreditam que a oferta de raiz de mandioca deve se reduzir no início do segundo semestre, cenário que pode gerar uma reversão na tendência de preços. Por outro lado, parte dos agentes indica que a demanda industrial deve continuar baixa, tendo em vista que as vendas de derivados, principalmente da farinha, estão aquém do esperado pelo setor.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de mandioca aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com o pesquisador Fábio Isaias Felipe e Prof. Dr. Lucilio Alves: (19) 3429 8836 / 8837 e cepea@usp.br.

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LEITE/CEPEA: Oferta limitada segue impulsionando cotações ao produtor

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Cepea, 29/06/2018 – Os preços do leite ao produtor em junho (referentes à captação de maio) registraram a quinta alta consecutiva, impulsionados pela menor oferta. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o valor líquido se elevou em 3,3% frente ao mês anterior, chegando a R$ 1,296/litro “Média Brasil” (inclui BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS). Considerando-se o acumulado deste primeiro semestre, a alta é de 28%.

 

O aumento dos preços em junho foi inferior aos registrados nos meses anteriores – em abril e maio, por exemplo, a valorização do leite superou os 7%. Isso ocorreu porque, em maio, quando ocorreu a captação do leite no campo, agentes da indústria relatavam dificuldades em fazer o repasse da valorização da matéria-prima aos derivados, alegando demanda enfraquecida. Com negociações truncadas, a necessidade de realizar promoções freou a valorização do leite spot e também dos derivados, em especial do UHT, fator que limitou a elevação dos preços ao produtor em junho.

 

No entanto, a oferta limitada tem pesado mais que a demanda no processo de formação de preços no campo, ditando a dinâmica do mercado lácteo neste ano. O setor sofre com as consequências dos baixos preços praticados no segundo semestre de 2017, que desestimulou produtores a investirem na atividade. Além disso, com o avanço da entressafra e o aumento dos preços dos grãos entre abril e maio deste ano, a produção foi prejudicada, elevando a competição entre indústrias para assegurar o fornecimento de matéria-prima.

 

Para completar, a greve dos caminhoneiros no final de maio e a consequente interrupção do transporte de leite aos laticínios agravou ainda mais esse cenário. O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L) recuou expressivos 14,4% de abril para maio, acumulando queda de 24,1% no ano. Paraná e Minas Gerais foram os estados com maior redução do volume captado, em 20,6% e em 15,1%. O resultado, atípico, esteve atrelado ao grande volume descartado de leite ainda nas propriedades.

 

No correr de junho, os laticínios e canais de distribuição enfrentaram a situação conjunta de esvaziamento de estoques. Como consequência, os preços dos derivados se elevaram consideravelmente. O longa-vida, termômetro para o setor, se valorizou quase 30% na primeira quinzena de junho. Na segunda metade do mês, a valorização foi menos intensa, de 5,8%.

 

Para julho, por sua vez, a competição das empresas em junho para compra do leite com o objetivo de recompor estoques deve sustentar a alta dos preços ao produtor. A alta no próximo mês, inclusive, pode superar a verificada em junho.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Natália Grigol e Prof. Dr. Sergio De Zen: (19) 3429 8836 / 8837 e cepea@usp.br.

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