Agro Negócio

Mato Grosso é quinto estado no ranking nacional de exportações

Mato Grosso ocupa o 5º lugar no ranking nacional de exportação e é líder nas exportações do agronegócio do Brasil. Em 2020, o estado registrou um acúmulo de US$ 18,2 bilhões em exportações, ou seja, 5,9% superior a 2019, segundo dados do Observatório do Desenvolvimento da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec), que foram apresentados em live de lançamento do Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) nesta quarta-feira (28.04).

“Desde o início da gestão do governador Mauro Mendes, o Governo tem atuada na promoção e no estabelecimento de parcerias sólidas que auxiliem o estado na consolidação de uma imagem voltada ao desenvolvimento sustentável e na projeção internacional para alcance de novos mercados”, enfatizou César Miranda, secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Miranda ressaltou que a Sedec conta com uma coordenadoria de Comercio Exterior, que também participa de ações realizadas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil), como feiras virtuais com o objetivo de divulgar empresas mato-grossenses interessadas em estabelecer comércio com outros países.

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“Há foco importante no continente asiático e uma servidora da Sedec reside na China para fortalecer e construir relacionamento sólido e de longo prazo entre países asiáticos e Mato Grosso”, contou o secretário estadual.

O Governo do Estado também instalou o Conselho de Comércio Exterior em 2021, com membros do governo e da sociedade civil, representados pelas federações da indústria, comércio, agropecuária, Sebrae e Ordem dos Advogados.

Há ainda dois recintos alfandegados ativos em Mato Grosso, um localizado no aeroporto internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande, e outro o Porto Seco, localizado no Distrito Industrial de Cuiabá. As empresas que utilizam estes recintos alfandegados para importar e exportar produtos podem ser beneficiadas pelo Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso (Prodeic) com redução sobre o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

PEIEX

O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) é uma iniciativa da Apex Brasil e está vinculdado, em Mato Grosso, à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Contará com a participação de 100 empresas de Cuiabá, Rondonópolis e Sorriso. “Será de grande relevância para o Estado, que é destaque nas exportações e ainda pode crescer mais”, finalizou Miranda.

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Agro Negócio

IBGE: estimativa de safra cai pelo quinto mês seguido

Pelo quinto mês consecutivo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu a estimativa para a safra brasileira 2021 de grãos, cereais e leguminosas. De acordo com os dados de agosto do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgados hoje (9), a produção deve ficar 1% abaixo da safra de 2020, com 251,7 milhões de toneladas, 2,4 milhões a menos do que os 254,1 milhões de toneladas alcançados na safra recorde do ano passado.

De acordo com o gerente da pesquisa, Carlos Barradas, entre as causas da queda estão a estiagem em algumas partes do país, enquanto houve geada em outras regiões produtoras no final de julho, prejudicando a safra do milho.

“O ano agrícola, em geral, começa em setembro do ano anterior, que é quando se inicia o plantio. Porém, para plantar, o produtor precisa de que haja umidade no solo e, como houve falta de chuvas nesse período de 2020, esse plantio atrasou muito, sendo iniciado apenas na segunda quinzena de outubro. O que acabou prejudicando o milho segunda safra, plantado após a colheita da soja, que teve sua janela de plantio reduzida, deixando as lavouras mais dependentes do clima.”

A estimativa de produção do milho diminuiu 4,7% na comparação com julho, totalizando 87,3 milhões de toneladas a serem colhidas em 19,6 milhões de hectares, um rendimento médio de 4.499 quilos por hectare. Na comparação com 2020, a previsão é de uma safra 15,5% menor para o milho, mesmo com o aumentos de 6,8% na área plantada e de 6,2% na área a ser colhida.

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Paraná e Mato Grosso do Sul registraram geadas no final de julho, o que diminuiu da produtividade. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos do Brasil, representando 92,4% da estimativa da produção e 87,6% da área a ser colhida no país.

Soja

A produção de soja segue com estimativas recordes. A colheita já foi concluída, com 133,8 milhões de toneladas, um aumento de 0,3% em relação ao que foi estimado em julho e 10,1% a mais do que a safra de 2020, ou 12,2 milhões de toneladas. De acordo com Barradas, a cultura se desenvolveu de maneira satisfatória na maioria dos estados, apesar do atraso no plantio.

“Amapá e Alagoas foram os estados que mais elevaram suas estimativas em agosto, em 41,3% e 150,6%, respectivamente. Já o Piauí reduziu, em 1,1%, devido aos problemas climáticos ocorridos durante o ciclo da cultura, com queda de 1,9% na produtividade das lavouras, mas, em comparação com o ano anterior, o estado produziu 10,9% a mais que em 2020”.

O IBGE aponta que a região chamada de Matopiba vêm expandindo as lavouras de soja. A área plantada teve aumento de 73,4 mil hectares no Piauí, 46,2 mil hectares no Maranhão, 23,5 mil hectares no Tocantins e cerca de 80 mil hectares na Bahia.

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Mesmo se mantendo como a região com a maior produção de cereais, leguminosas e oleaginosas do país, com 45,5% do total, o Centro-Oeste reduziu em 6,1% o volume produzido e deve ter uma safra de 114,4 milhões de toneladas. Mato Grosso lidera como o maior produtor entre os estados, com 28,2% do total.

Arroz e feijão

Segundo o instituto, a produção brasileira de feijão deve alcançar 2,67 milhões de toneladas em 2021, uma redução de 7,4% em relação ao ano passado, o suficiente para atender no limite ao consumo interno.

A estimativa para a produção do arroz é de 11,5 milhões de toneladas, um aumento de 0,1% em relação à estimativa de julho e de 4,3% na comparação anual.

O café deve atingir 2,93 milhões de toneladas, divididos entre 919,67 mil toneladas de café canephora e 2,014 milhões de toneladas de arábica. A redução em relação à safra do ano passado é de 29,6%.

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