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Ministério Público pede para brasileiros reiniciarem roteador para conter vírus

Brasil Econômico


Novo vírus VPNFilter já causou alerta de segurança do FBI nos Estados Unidos e agora exige que Ministério Público faça o mesmo no Brasil
Divulgação/Cisco

Novo vírus VPNFilter já causou alerta de segurança do FBI nos Estados Unidos e agora exige que Ministério Público faça o mesmo no Brasil

O Ministério Público
do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) publicou uma nota oficial nesta sexta-feira (8) pedindo para que todos os brasileiros reiniciem seus roteadores para conter a propagação de vírus chamado de VPNFilter
. O malware já tinha provocado um alerta global do FBI nos Estados Unidos, essa semana, mas agora tem o pedido reforçado pelas autoridades brasileiras.

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A precaução deve ser tomada porque os programadores descobriram que o vírus, focado em pequenos dispositivos, pode roubar informações pessoais, bloquear a internet dos usuários ou mesmo direcioná-los para páginas falsas de bancos e lojas online onde criminosos podem cometer fraudes e outros crimes digitais.

Dessa forma, a nota divulgada pelo Ministério Público pede para que todos os usuários que tenham um roteador em casa reinicem seus aparelhos, além de criarem uma nova senha considerada forte. Vale lembrar que para que isso aconteça, os usuários devem criar códigos que combinem números, símbolos, além de letras maiúsculas e minúsculas.

Os usuários também devem ficar atentos para desativar recursos de acesso remoto a roteadores porque, segundo os especialistas, isso pode ser usado para facilitar o trabalho dos hackers mal intencionados.

Em investigação que segue sobre sigilo, o Minstério Público continua trabalhando junto à Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos da Polícia Civil. As autoridades responsáveis acreditam que quanto mais gente seguir os procedimentos recomendados tanto mais fácil vai ficar para que eles sejam capazes de identificar os roteadores contaminados pelo VPNFilter.

Vírus rápido e poderoso


Roteadores devem ser reiniciados e, em alguns casos, reconfigurados para impedir que vírus perigoso se espalhe
Scott Beale / Flickr

Roteadores devem ser reiniciados e, em alguns casos, reconfigurados para impedir que vírus perigoso se espalhe

A consultoria Cisco Talos estima que o vírus já tenha afetado mais de 500 mil roteadores e se espalhado por mais de 54 países no mundo inteiro. Ele é composto de três estágios de contaminação e embora tanto as autoridades brasileiras quanto as americanas tenham sugerido reiniciar os roteadores, isso não elimina completamento o vírus, pois o estágio 1 de contaminação é permanente e permite que o aparelho volte a ser infectado.

Sendo assim, os usuários que queiram tomar uma segunda dose de precaução devem entrar no site do fabricante dos seus respectivos fabricantes e instalarem o mais recente firmware, que nada mais é do que uma espécie de sistema operacional desses aparelhos. Isso porque as empresas estão trabalhando para corrigir falhas conhecidas que podem estar sendo utilizadas para que esse vírus se instale nos roteadores.

O perigo do VPNFilter é que ele ataca diretamente o roteador, o ponto central de um sistema onde todos os dispositivos que tentam acessar a internet como, celular, notebook, computador, tablet, Smart TVs, se conectam. Além disso, o vírus vem pré-configuradoa para monitorar o fluxo de informações do Facebook, Twitter, YouTube e Google, mas pode ser alterado para roubar dados de diversos outros serviços.

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Confira abaixo a lista de roteadores vulneráveis ao vírus
, veja se o modelo que você usa está na lista e siga o procedimento descrito acima:

Marca Asus

  • RT-AC66U (novo)
  • RT-N10 (novo)
  • RT-N10E (novo)
  • RT-N10U (novo)
  • RT-N56U (novo)
  • RT-N66U (novo)

Marca D-Link

  • DES-1210-08P (novo)
  • DIR-300 (novo)
  • DIR-300A (novo)
  • DSR-250N (novo)
  • DSR-500N (novo)
  • DSR-1000 (novo)
  • DSR-1000N (novo)

Marca Huawei

  • HG8245 (novo)

Marca Linksys

  • E1200
  • E2500
  • E3000 (novo)
  • E3200 (novo)
  • E4200 (novo)
  • RV082 (novo)
  • WRVS4400N

Marca Mikrotik

  • CCR1009 (novo)
  • CCR1016
  • CCR1036
  • CCR1072
  • CRS109 (novo)
  • CRS112 (novo)
  • CRS125 (novo)
  • RB411 (novo)
  • RB450 (novo)
  • RB750 (novo)
  • RB911 (novo)
  • RB921 (novo)
  • RB941 (novo)
  • RB951 (novo)
  • RB952 (novo)
  • RB960 (novo)
  • RB962 (novo)
  • RB1100 (novo)
  • RB1200 (novo)
  • RB2011 (novo)
  • RB3011 (novo)
  • RB Groove (novo)
  • RB Omnitik (novo)
  • STX5 (novo)

Marca Netgear

  • DG834 (novo)
  • DGN1000 (novo)
  • DGN2200
  • DGN3500 (novo)
  • FVS318N (novo)
  • MBRN3000 (novo)
  • R6400
  • R7000
  • R8000
  • WNR1000
  • WNR2000
  • WNR2200 (novo)
  • WNR4000 (novo)
  • WNDR3700 (novo)
  • WNDR4000 (novo)
  • WNDR4300 (novo)
  • WNDR4300-TN (novo)
  • UTM50 (novo)

Marca Qnap

  • TS251
  • TS439 Pro
  • (Outros NAS da Qnap com o QTS)

Marca TP-Link

  • R600VPN
  • TL-WR741ND (novo)
  • TL-WR841N (novo)

Marca Ubiquiti

  • NSM2 (novo)
  • PBE M5 (novo)

Marca Upvel

  • (Modelos desconhecidos)

Marca ZTE

  • ZXHN H108N (novo)

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Brasil

WhatsApp lança recursos premium para atrair empresas

O WhatsApp anunciou o lançamento de novas bibliotecas de funcionalidades, conhecidas como APIs, baseadas em serviços de nuvem – quando o processamento dos aplicativos é feito em tempo real por servidores e enviado via internet para o usuário – com foco específico no uso empresarial do aplicativo. A novidade foi apresentada pelo presidente-executivo da Meta, antiga Facebook e dona do WhatsApp, Mark Zuckerberg.

A rede social de troca de mensagens instantâneas tem atraído cada vez mais usuários corporativos, e tem lançado diversas atualizações que visam aprimorar a relação entre clientes e empresas, como a possibilidade de transferir dinheiro dentro da própria plataforma.

Zuckerberg disse que a oferta significa que “qualquer empresa ou desenvolvedor pode acessar facilmente nosso serviço, projetar diretamente no WhatsApp para personalizar sua experiência e acelerar o tempo de resposta aos clientes usando nosso seguro WhatsApp Cloud API hospedada pela Meta.”

A Meta, que comprou o WhatsApp por 19 bilhões de dólares em 2014, disse que as empresas não poderão enviar mensagens para as pessoas no WhatsApp, exceto se elas pedirem para ser contatadas.

Fonte: Agência Brasil | Foto: Freepik

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