Mato Grosso

Ocorrências de violência contra mulher em MT reduzem 1,9% em 2018

As ocorrências envolvendo vítimas femininas de 18 a 59 anos de idade em Mato Grosso reduziram 1,9%, em 2018, na comparação com o ano anterior. Foram registrados 39.789 (média de 109 registros por dia) crimes de violência contra a mulher no ano passado e 40.550, em 2017. Os dados são da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) e compreendem o período de janeiro a dezembro.

Do total, o rufianismo (crime que consiste em tirar proveito da prostituição alheia) e o favorecimento da prostituição ou outra forma de exploração sexual foram os que mais apresentaram redução: 83,3% (com registro de 6 casos, em 2017, e 1, em 2018) e 80% (20 casos, em 2017, e 4, em 2018), respectivamente. Na sequência, está o crime de tortura, que consiste em “submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental”. Foram -62,5% casos, com 16 registros em 2017 e 6 no ano passado.

O maior número de ocorrências registradas nos dois anos é de ameaça. Foram 14.277 casos em 2018 e 14.480 em 2017, o que representa redução de 1,4%. Lesão corporal, que é o segundo crime mais registrado, reduziu 5% (7.884 contra 8.297), seguido de injúria que, na contramão, apresentou aumento do número de casos (4.382 no ano passado e 4.022 no ano retrasado).

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Com relação ao homicídio, os casos diminuíram 10,7%, já que ocorreram 67 mortes no ano passado e 75 no ano retrasado. A denunciação caluniosa também apresentou -25,6% registros de um ano para outro (125 e 93 casos), e o crime de constrangimento ilegal motivou -24,3% ocorrências (caiu de 1.043 para 790). Casos de estupro também reduziram em 2018 (231 contra 251 em 2017).

Região Metropolitana

Em Cuiabá, a redução de ocorrências envolvendo vítimas femininas atingiu 3,5% (7.932 casos no ano retrasado e 7.647 no ano passado. Os homicídios caíram de 10 para 8 registros, lesão corporal de 1.017 para 954, e as ameaças passaram de 1.790 para 1.761. Já Várzea Grande apresentou redução de 6,46% em todas as ocorrências, foram 3.636 em 2017 e 3.401 em 2018. O número de homicídios manteve-se o mesmo: 6 em cada ano. Os registros de lesão corporal reduziram de 617 para 518 e de ameaça 1.071 para 1.006.

Para o titular da Delegacia  Especializada da Mulher, Criança e do Idoso de Várzea Grande, delegado Claudio Alvares Sant’Ana, esta redução é resultado das operações rotineiras que possibilitam o cumprimento de mandados de prisão contra agressores, além do trabalho preventivo que a unidade faz.

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“Nestas ações repressivas, conseguimos identificar o descumprimento de medidas protetivas que motivaram diversas prisões. Também intensificamos a realização de palestras em escolas da rede pública, principalmente nos bairros com maior ocorrência de violência contra a mulher, em parceria com o CRAS (Centro de Referência em Atendimento Social)”.

Desde o ano passado, também são feitas palestras educativas em empresas. “Nós explicamos sobre a conscientização, informações a respeito da Lei Maria da Penha, para quebrar aquele paradigma cultural de que a mulher pertence ao homem”, acrescentou.

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Agricultura

Mulheres líderes do agro realizam visita técnica à Brasília

Lideranças femininas do setor agropecuário de Mato Grosso embarcaram hoje (10.08) para uma visita técnica em Brasília. Ao longo dos próximos dias, um grupo com 40 mulheres visitará a Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA), a sede do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), o Instituto Pensar Agro (IPA), entre outras instituições na capital federal.

As atividades fazem parte da programação da Academia de Liderança – Mulheres Líderes do Agro, a primeira organizada pelo Senar-MT exclusivamente ao público feminino. Ao todo, serão três encontros, de julho a setembro. Nesta segunda etapa, que ocorre em Brasília, as mulheres conhecerão mais sobre a atuação das instituições visitadas, seus representantes e a estrutura dos poderes executivo, legislativo e judiciário.

A Academia de Liderança reúne produtoras rurais, lideranças sindicais e mulheres que trabalham no setor agropecuário. O objetivo é formar líderes que possam atuar nas mais diversas esferas que envolvem a agropecuária no estado e impulsionar ainda mais o seu desenvolvimento.

No primeiro módulo, que ocorreu em Cuiabá, as participantes aprenderam mais sobre atuação política no agro e autoconhecimento e propósito. Além disso, tiveram a oportunidade de conhecer as áreas de atuação de cada uma das instituições do Sistema Famato: o Senar-MT, Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Instituto Agrihub, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e os Sindicatos Rurais.

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Essa é a primeira visita técnica da Academia de Liderança, após o início da pandemia de Covid-19. “Esse momento foi muito aguardado, a pandemia adiou o nosso projeto, mas finalmente conseguimos realizá-lo e estamos muito felizes em poder reunir e fortalecer as mulheres do nosso setor”, afirmou o superintendente do Senar-MT, Francisco Olavo Pugliesi de Castro, mais conhecido como Chico da Pauliceia.

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