Poder Judiciário em parceria com a Prefeitura de Colíder, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, realizou na tarde da última terça-feira (26) uma roda de conversa com o tema “Entrega Voluntária para Adoção”.
A ação teve como objetivo orientar e informar a população sobre o procedimento previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que garante à gestante ou mãe o direito de entregar voluntariamente o bebê à Justiça da Infância e Juventude de forma legal, segura e sigilosa.
A secretária municipal de Assistência Social e Primeira Dama Michele Schenkel, destacou a importância de ampliar o conhecimento da população sobre esse tema tão importante, que precisa ser tratado com muito cuidado, acolhimento e responsabilidade, levando informação sem julgamentos. Michele também ressaltou o gesto de amor e acolhimento das famílias que optam pela adoção, transformando vidas por meio do cuidado e da construção de novos laços familiares.
Durante o encontro, autoridades do Poder Judiciário conduziram a conversa de forma esclarecedora, reforçando a importância da entrega voluntária como um ato de responsabilidade e proteção à criança.
“Mais que um direito, um ato de amor. Longe de ser abandono, a entrega voluntária é uma escolha madura e responsável. Ela protege a vida do bebê e garante que ele seja acolhido imediatamente por uma família habilitada, evitando o desamparo ou adoções ilegais”, destacou a Dra. Nathalia de Assis Camargo Franco, juíza da 2ª Vara de Colíder.
O psicólogo do Juízo de Colíder, Tiago Pires Sousa, explicou os procedimentos realizados desde a manifestação do desejo da entrega até a consolidação da adoção pela nova família, ressaltando o acolhimento prestado durante todo o processo.
A defensora pública Caroline Maat Rodrigues Sakaui também enfatizou a importância da disseminação dessas informações e o papel fundamental dos profissionais da saúde pública na identificação e orientação de mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade.
“Garantir o futuro de nossas crianças e adolescentes é um dever compartilhado entre o Poder Público, o Judiciário e toda a sociedade civil. Seja pela adoção, pela entrega consciente ou pelo apadrinhamento, sempre existe uma forma de transformar vidas”, concluiu a Dra. Nathalia.




























