Cuiabá

“Quilombo da liberdade, origens” será apresentado em Cuiabá e em comunidade quilombola

Em circulação por diferentes quilombos do Brasil, o Grupo Cultural e Social Grito da Liberdade chega a Mato Grosso com o espetáculo “Quilombo da liberdade, origens”. A primeira apresentação acontece em Cuiabá, no Museu do Rio, na Orla do Porto, no dia 9.02. Na sequência o elenco segue para a Comunidade Quilombola de Mata Cavalo de Cima, em Nossa Senhora do Livramento, no dia 10.02. O projeto inclui oficinas de capoeira passa por comunidades dos estados de Goiás e Mato Grosso do Sul.

A peça leva ao público mitos e ritos dos afrodescendentes numa mescla de capoeira regional e angola e das danças de puxada rede, dança do bastão e maculelê, em que os negros são protagonistas. O projeto foi Idealizado pelo mestre Cobra, líder do grupo de capoeira Grito de Liberdade. “O objetivo, além de perpetuar a cultura africana e a formação cultural brasileira, é descentralizar a produção de movimentos artísticos em Brasília, passando por diversos pontos do Distrito Federal e agora do Centro-Oeste.”

Quilombo da liberdade também faz uma reverência à mitologias africanas, explorando as técnicas de manipulação corporal, com uma linguagem artística de figurinos que resgatam a ancestralidade e coreografias que desafiam o limite do corpo humano, um encontro de corpo e alma. As danças são embaladas ao som de berimbaus, agogôs, atabaques, pandeiros e reco-reco, e trazem histórias reais e fictícias transmitidas pela cultural oral de raiz africana numa surpreendente cena.

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À frente dos preparativos para receber a comitiva, o diretor do Museu da Imagem do Som de Cuiabá (Misc), Cristóvão Gonçalves explica que apenas um dia de espetáculo estava previsto para o estado. Contudo, diante da possibilidade, a Prefeitura de Cuiabá viabilizou uma apresentação na Capital. “Primeiro pensamos em realizar o encontro no Misc, mas pela quantidade de integrantes e grandiosidade da peça, levamos para o Museu do Rio”, conta.

Além da Comunidade Quilombola de Mata Cavalo de Cima, outros dois quilombos foram contemplados pela ação este ano. O primeiro, conhecido como Comunidade Quilombola Kalunga, de Cavalcante (GO) recebeu a caravana nos dias 16, 17 e 20 de janeiro. Já a Comunidade Quilombola Tia Eva, em Campo Grande (MS) nos dias 4, 5 e 6 de fevereiro.

Histórico

Na primeira temporada, “Quilombo da liberdade, raízes” percorreu duas cidades do DF, Gama e Ceilândia, onde foi apresentado em nove escolas e assistido por mais de oito mil alunos espectadores do espetáculo que carrega Zumbi dos Palmares, Mestre Pastinha e Mestre Bimba entre outros heróis negros como personagens da história do Brasil. O projeto também já foi apresentado nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Pernambuco, onde foi visto por mais de 10 mil pessoas.

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Grito de Liberdade

Desde 1980, na Candangolândia, o grupo do Mestre Cobra, trabalha a capoeira perpetuando a história das culturas de matriz africana. Nessa época, a capoeira era marginalizada, sendo praticada às escondidas, no mato. De 80 a 90, Cobra treina com Mestre Rizomar. Em 1990, vai para Asa Norte estudar com Grupo Taboza de Mestre Fred. Cinco anos depois, segue para o Sol Nascente, com Mestre Romeu. Em 1994, começa a desenvolver seu trabalho no Riacho Fundo. Forma-se, então, o grupo de capoeira Grito de Liberdade.

Programação

 

Museu do Rio (Cuiabá): 9/02 às 20h.

Comunidade Quilombola de Mata Cavalo, (Nossa Senhora do Livramento): 10/02 às 12h.

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Cuiabá

Quem pode e como doar leite materno? Pediatra esclarece principais dúvidas

Incentivar a amamentação é o principal objetivo da campanha “Agosto Dourado”, realizada durante todo este mês de agosto, escolhido mundialmente para reforçar a promoção da amamentação e conscientizar as mães sobre a importância dessa prática.

Melhor alimento nos primeiros meses de vida, o leite materno possui inúmeros nutrientes que auxiliam no crescimento saudável dos bebês. Mesmo sabendo da importância da amamentação, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre como doar, por exemplo, e precisam de apoio e orientação.

A médica pediatra e neonatologista Fernannda Pigatto Vilela, diretora-técnica do Hospital e Maternidade Femina, em Cuiabá, esclarece as principais dúvidas relacionadas à amamentação.

O hospital é referência em atendimento materno e infantil e oferece um posto de coleta de leite para as mães que pretendem doar. A unidade ainda mantém o projeto “Cegonhas do Bem”, que auxilia as mães a amamentarem seus filhos.

Quem pode e como doar leite materno?
Toda mulher saudável, que não está tomando medicamentos incompatíveis com a amamentação, pode doar. Entretanto, é preciso apresentar exames atualizados do pré-natal (hemograma completo, HIV, HBSAG – Hepatite B, Sifílis), com validade de até seis meses. A retirada do leite pode ser feita em casa e depois a mulher pode fazer a doação em um banco de leite. Antes de retirar o leite, a mulher deve seguir algumas recomendações. Preparar o frasco, que deve ser obrigatoriamente fornecido pelo banco de leite ou frasco de vidro com tampa plástica, devidamente higienizada. Fazer a higiene pessoal, lavar as mãos com água e sabão e as mamas somente com água. Ao iniciar a retirada, a mulher deve estar em um local tranquilo, sentar-se em local confortável.

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Onde guardar o leite materno?
O leite recolhido deve ser mantido no freezer ou no congelador da geladeira por no máximo 10 dias.

É possível amamentar um recém-nascido internado na UTI Neonatal?
Sim. O leite materno traz inúmeros benefícios e sempre será a melhor escolha para o recém-nascido, pois oferece proteção imunológica. Mesmo ele não conseguindo sugar, o leite da mãe é fornecido por sonda.

O que é colostro? Para que serve? Pode ser doado?
Colostro é o primeiro leite produzido pela mulher para amamentar o bebê e dura entre 3 a 5 dias, portanto, dificilmente ocorre quantidade suficiente para doação (mínimo 100 ml para pasteurizar). Nutritivo e calórico, o colostro estimula o sistema imune do bebê, garantindo anticorpos que previnem o desenvolvimento de doenças como alergia ou diarreia, por exemplo, além de diminuir o risco de morbidade e mortalidade infantil.

Mães portadoras de HIV ou infectadas pela Covid-19 podem doar?
A mãe infectada por Covid-19 deve se paramentar para amamentar seu filho, porém, não é possível realizar a doação do leite. As portadoras de HIV também não podem doar.

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Como doar ao banco de leite do Hospital e Maternidade Femina, em Cuiabá? Quais os horários e informações de atendimento?
O Hospital e Maternidade Femina possui um posto de coleta de leite humano (PCLH) credenciado ao BLH do Hospital Júlio Muller, a fim de realizar coletas seguras, oferecendo qualidade sanitária ao paciente. O horário de atendimento do posto de coleta de leite humano do Hospital e Maternidade Femina funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e, das 13h30 às 17h30. Aos sábados, das 8h às 11h. Após esse horário, serão atendidas somente as mães que estejam com seus filhos internados na UTI Neo. Doadoras devem se dirigir primeiramente à recepção do hospital para prévio atendimento.

Informações: recepção 21289000 (PABX), 21289199 (Lactário), 21289064 (Nutrição)

Sobre a Femina
O Hospital e Maternidade Femina atua há 43 anos em Cuiabá, nas áreas de Pediatria, Obstetrícia, Clínica-Geral e pronto atendimento com plantão 24 horas. Também conta com estrutura laboratorial de análises clínicas, no caso de exames solicitados durante os pronto-atendimentos. Ainda fazem parte de sua estrutura UTI adulta, UTI Neonatal e UTI pediátrica.

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