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Rondonópolis lidera ranking de MT com recorde de U$ 2.154,07 bilhões exportados em 2021

Rondonópolis fechou o ano de 2021 com recorde em exportações. Entre janeiro e dezembro, o total de exportações da cidade chegou a U$ 2.154,07 bilhões, o que coloca Rondonópolis como maior exportadora de Mato Grosso e 23ª do Brasil. Os dados foram divulgados pelo Ministério da Economia.

O total exportado por Rondonópolis em 2021 equivale a 10,7% do total das exportações de Mato Grosso no período. No Brasil, as exportações da cidade representam 0,8% do total exportado. Além do valor recorde, Rondonópolis teve aumento de 21,1% nas exportações em 2021 em comparação com 2020, quando o total das exportações chegou a U$ 1.777,58 bilhão.

A cidade também lidera o ranking mato-grossense em importações, figurando ainda como o 36º município que mais importou no Brasil em 2021. Entre os meses de janeiro e dezembro, Rondonópolis importou um total de U$ 1.319,35 bilhão, o que representa 42,4% de todo volume importado por Mato Grosso e 0,6% das importações brasileiras. Em comparação com 2020, as importações da cidade em 2021 tiveram crescimento de 83,6%.

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Com aumento nas exportações e também nas importações, o saldo da balança comercial de Rondonópolis, que é a diferença entre as exportações e importações, fechou o ano de 2021 em U$ 834,73 milhões. O valor é um pouco menor do saldo registrado em 2020, quando o Município fechou o ano com saldo de U$ 1.058,84 bilhão.

China é maior comprador

A China foi o país que mais comprou produtos de Rondonópolis em 2021, com U$ 613 milhões negociados, o que representa 28,5% do total exportado pela cidade no período. Na sequência vem a Tailândia, para quem foram exportados U$ 357 milhões, e a Indonésia, com U$ 322 milhões.

Já a Rússia figura como o país que mais vendeu produtos para Rondonópolis, com o volume total de U$ 268 milhões importados entre janeiro e dezembro de 2021, o que representa 20,3% do total das importações. Em seguida aparece a China, de quem foi importado um total de U$ 193 milhões, Canadá U$ 186 milhões e EUA, com U$ 158 milhões.

Soja lidera exportações

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No ano, o produto que representou a maior parte das exportações de Rondonópolis foi a torta e outros resíduos do óleo de soja, com 50% do total do volume exportado. Em segundo aparece a soja, mesmo triturada, representando 25% das exportações. Na sequência ainda aparece o algodão, que representou 9,2% do volume exportado, o milho (5,8%), e as carnes bovinas (4,2%).

Já os fertilizantes são os produtos que representam a maior parcela das importações de Rondonópolis em 2021. Os fertilizantes potássicos representaram 37% das importações, seguidos dos fertilizantes com azoto, fósforo e potássio, 34%, e os azotados, com 25%.

Fonte: Danielly Tonin – Gabinete de Comunicação

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Agricultura

Safra de grãos deve subir 6,4% em 2022, estima Conab

A safra de grãos brasileira 2021/2022 deve alcançar 271,8 milhões de toneladas, um aumento de 6,4% na comparação com o ciclo anterior, informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A estimativa, que faz parte do 8º levantamento da safra divulgado pela empresa, aponta ainda um ganho de 2,5 milhões de toneladas quando comparado com a estimativa publicada no mês anterior.

Segundo a Conab, essa melhora na produção é explicada pela maior área plantada de milho de segunda safra, além do melhor desenvolvimento no final do ciclo das lavouras, sobretudo de arroz, milho e soja.

“Em final de abril, as culturas de primeira safra, estavam com a colheita praticamente finalizada, as de segunda safra, desde a fase de crescimento até o processo de colheita e as de terceira safra juntamente com as culturas de inverno, em fase inicial de plantio. Portanto, o resultado final do volume desta safra ainda depende do comportamento climático, fator preponderante para o desenvolvimento das culturas”, diz o levantamento.

A empresa informou que para o milho é esperada uma produção total 116,19 milhões de toneladas, elevação de 33,4% em comparação com a safra 2020/21. O levantamento mostra que a janela mais alongada para plantio da segunda safra somada às condições de mercado favoreceram o crescimento de área do cereal.

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Em relação ao arroz, a produção será menor ao que foi produzido na safra passada. A queda estimada é de 9,1%. Com isso a safra deve ficar em 10,7 milhões de toneladas, das quais 9,9 milhões são de cultivo irrigado e 0,8 milhões com o plantio sequeiro.

Segundo a Conab, a soja também terá uma queda na produção, estimada em 123,8 milhões de toneladas, uma redução de 10,4% em relação à safra anterior.

Colheita de algodão. Foto: Wenderson Araujo/Trilux
Colheita de algodão – CNA/ Wenderson Araujo/Trilux

Já as safras de feijão e de algodão terão aumento em relação à safra anterior. Na de feijão, a Conab estima alta de 8,14% em relação à safra anterior, com a produção ficando em 3,14 milhões.

A safra de algodão deve subir 19,5%, favorecida, em parte, pelas condições climáticas e pelo aumento na área plantada. A estimativa é de que a safra seja de 2,82 milhões de toneladas de pluma.

“A cotação da pluma em patamar elevado, que proporciona boa rentabilidade ao produtor, foi a causa primordial nessa elevação da área de plantio”, disse a Conab.

Já as culturas de inverno, como aveia, canola, centeio, cevada, trigo e triticale, segundo a Conab, ainda apresentam uma plantação incipiente e devem somar 9,8 milhões de toneladas, das quais 8,1 milhões de trigo e 1,1 milhão de aveia.

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Área plantada

Em relação à área plantada, a Conab informou que a atual safra é estimada em 73,7 milhões de hectares, crescimento de 5,6% se comparada à safra 2020/21. Os maiores incrementos são observados na soja (4,4% ou 1,73 milhão de hectares), e no milho (9,4% ou 1,87 milhão de hectares).

A Conab informou também que não alterou as estimativas de importação de nenhum produto em relação ao levantamento anterior. Já a projeção para exportação de milho para 2022 subiu, passando de 37 milhões de toneladas para 38 milhões de toneladas.

Para os demais produtos, as estimativas de exportação foram mantidas: algodão em 2,05 milhões de toneladas, arroz em 1,3 milhão de toneladas, feijão em 200 mil toneladas e soja em 77 milhões de toneladas.

“No caso do trigo, as informações ainda são referentes à safra 2021, que possui o ano comercial de agosto de 2021 a julho de 2022. Para o cereal, a expectativa de venda para o mercado internacional segue em 3 milhões de toneladas”, disse a Conab.

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