Destaque

Servidores prometem enfrentamento ao governo em defesa da RGA

Foto: HELDER FARIA / ALMT

HAROLDO ASSUNÇÃO / Secretaria de Comunicação

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou, na tarde de sexta-feira (18), audiência pública para debater o Projeto de Lei nº 3/19 – proposto pelo governador Mauro Mendes (DEM) com pedido de votação em regime de urgência -, que estabelece critérios para a concessão da recomposição inflacionária constitucionalmente prevista sobre os salários do funcionalismo público – a chamada Reposição Geral Anual (RGA).

Realizada por requerimento do deputado estadual Wilson Santos (PSDB), que presidiu os trabalhos, a audiência também teve a presença da deputada Janaina Riva (MDB) e de seus pares Waldir Barranco (PT) e Max Russi (PSB). Também compareceram os deputados diplomados João Batista (PROS), Elizeu Nascimento (DC) e Lúdio Cabral (PT).

Membros do Fórum Sindical e representantes classistas de vários segmentos do serviço público também estiveram no debate.

A deputada Janaina Riva destacou a importância das audiências públicas para debater assuntos que envolvem o funcionalismo público. “A discussão não é para atrasar qualquer votação. São importantes e serão feitas dentro do prazo. Temos que ouvir todos os lados. É o momento propício para alterações e correção de rumos”.

Leia Também:  Assaí tem 170 vagas de emprego em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Sinop

Já o deputado Wilson Santos assinalou que “a reforma proposta por Mendes está no caminho correto, inclusive tenho feito emendas naquilo que entendo que possa contribuir com Mato Grosso. Essa legislatura tem legitimidade para tratar do tema. É preciso ter clareza que esse Parlamento só existe em razão do debate. Não é mais oportuno aprovar mensagens do dia para a noite. Nada mais justo do que a transparência”, afirmou.

GREVE EM FEVEREIRO

O governo estadual já sinalizou que o funcionalismo público será alvo da administração para equilibrar as contas do Estado – além do atraso de pagamentos, há ainda a possibilidade de que os servidores fiquem sem a RGA.

De outro lado, os sindicalistas anunciam possível movimentação grevista logo para o mês de fevereiro.

“O ex-governador Pedro Taques passou quatro anos colocando nos servidores a culpa pela crise financeira e o governador Mauro Mendes já começa com a mesma desculpa”, disparou Edmundo César, presidente do Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental (Sinpaig).

Leia Também:  Votorantim oferta vagas para curso gratuito de qualificação profissional para pessoas com deficiência

O vice-presidente do Sinpaig, Antonio Wagner, lembrou que a renúncia fiscal é um dos principais fatores determinantes da crise financeira porque passa Mato Grosso. “Sem falar na ineficiência da Procuradoria-Geral do Estado para a recuperação de créditos; a dívida ativa beira os R$ 50 milhões e muito disso está prescrito ou em prescrição”, assinalou o sindicalista.

Os representantes classistas também defenderam a taxação do agronegócio e questionaram a constitucionalidade da regulamentação proposta pelo Executivo com relação aos critérios para concessão da recomposição inflacionária – prometem uma enxurrada de ações judiciais para contestar as medidas, caso sejam aprovadas pela Assembleia Legislativa em segunda votação.

Comentários Facebook

Cuiabá

Quem pode e como doar leite materno? Pediatra esclarece principais dúvidas

Incentivar a amamentação é o principal objetivo da campanha “Agosto Dourado”, realizada durante todo este mês de agosto, escolhido mundialmente para reforçar a promoção da amamentação e conscientizar as mães sobre a importância dessa prática.

Melhor alimento nos primeiros meses de vida, o leite materno possui inúmeros nutrientes que auxiliam no crescimento saudável dos bebês. Mesmo sabendo da importância da amamentação, muitas mulheres ainda têm dúvidas sobre como doar, por exemplo, e precisam de apoio e orientação.

A médica pediatra e neonatologista Fernannda Pigatto Vilela, diretora-técnica do Hospital e Maternidade Femina, em Cuiabá, esclarece as principais dúvidas relacionadas à amamentação.

O hospital é referência em atendimento materno e infantil e oferece um posto de coleta de leite para as mães que pretendem doar. A unidade ainda mantém o projeto “Cegonhas do Bem”, que auxilia as mães a amamentarem seus filhos.

Quem pode e como doar leite materno?
Toda mulher saudável, que não está tomando medicamentos incompatíveis com a amamentação, pode doar. Entretanto, é preciso apresentar exames atualizados do pré-natal (hemograma completo, HIV, HBSAG – Hepatite B, Sifílis), com validade de até seis meses. A retirada do leite pode ser feita em casa e depois a mulher pode fazer a doação em um banco de leite. Antes de retirar o leite, a mulher deve seguir algumas recomendações. Preparar o frasco, que deve ser obrigatoriamente fornecido pelo banco de leite ou frasco de vidro com tampa plástica, devidamente higienizada. Fazer a higiene pessoal, lavar as mãos com água e sabão e as mamas somente com água. Ao iniciar a retirada, a mulher deve estar em um local tranquilo, sentar-se em local confortável.

Leia Também:  Votorantim oferta vagas para curso gratuito de qualificação profissional para pessoas com deficiência

Onde guardar o leite materno?
O leite recolhido deve ser mantido no freezer ou no congelador da geladeira por no máximo 10 dias.

É possível amamentar um recém-nascido internado na UTI Neonatal?
Sim. O leite materno traz inúmeros benefícios e sempre será a melhor escolha para o recém-nascido, pois oferece proteção imunológica. Mesmo ele não conseguindo sugar, o leite da mãe é fornecido por sonda.

O que é colostro? Para que serve? Pode ser doado?
Colostro é o primeiro leite produzido pela mulher para amamentar o bebê e dura entre 3 a 5 dias, portanto, dificilmente ocorre quantidade suficiente para doação (mínimo 100 ml para pasteurizar). Nutritivo e calórico, o colostro estimula o sistema imune do bebê, garantindo anticorpos que previnem o desenvolvimento de doenças como alergia ou diarreia, por exemplo, além de diminuir o risco de morbidade e mortalidade infantil.

Mães portadoras de HIV ou infectadas pela Covid-19 podem doar?
A mãe infectada por Covid-19 deve se paramentar para amamentar seu filho, porém, não é possível realizar a doação do leite. As portadoras de HIV também não podem doar.

Leia Também:  Sine MT oferta 2,5 mil vagas de emprego em 28 municípios

Como doar ao banco de leite do Hospital e Maternidade Femina, em Cuiabá? Quais os horários e informações de atendimento?
O Hospital e Maternidade Femina possui um posto de coleta de leite humano (PCLH) credenciado ao BLH do Hospital Júlio Muller, a fim de realizar coletas seguras, oferecendo qualidade sanitária ao paciente. O horário de atendimento do posto de coleta de leite humano do Hospital e Maternidade Femina funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h30 e, das 13h30 às 17h30. Aos sábados, das 8h às 11h. Após esse horário, serão atendidas somente as mães que estejam com seus filhos internados na UTI Neo. Doadoras devem se dirigir primeiramente à recepção do hospital para prévio atendimento.

Informações: recepção 21289000 (PABX), 21289199 (Lactário), 21289064 (Nutrição)

Sobre a Femina
O Hospital e Maternidade Femina atua há 43 anos em Cuiabá, nas áreas de Pediatria, Obstetrícia, Clínica-Geral e pronto atendimento com plantão 24 horas. Também conta com estrutura laboratorial de análises clínicas, no caso de exames solicitados durante os pronto-atendimentos. Ainda fazem parte de sua estrutura UTI adulta, UTI Neonatal e UTI pediátrica.

Comentários Facebook
Continue lendo

MAIS LIDAS DA SEMANA