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SUCRO/CEPEA: Preço do cristal inicia safra 18/19 em alta, mas o do etanol, em forte queda

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Cepea, 11/04/2018 – A nova safra sucroalcooleira 2018/19, iniciada oficialmente em 1º de abril no estado de São Paulo, vem registrando altas nos preços do açúcar cristal e quedas nos do etanol, segundo indicam pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP. A projeção de uma safra mais alcooleira tem sido o principal fator de sustentação para as altas dos preços do açúcar neste início de moagem, quando a maior parte dos primeiros lotes da cana é direcionada à produção do etanol. 

 

AÇÚCAR – Desde o início de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar cristal (cor Icumsa de 130 até 180) subiu quase 3%, fechando a R$ 54,97/saca de 50 kg nessa terça-feira, 10. Pesquisadores do Cepea indicam que compradores até diminuíram o ritmo das aquisições no mercado spot diante das recentes altas, mas usinas estão firmes nos valores de venda.

 

ETANOL – O preço do etanol hidratado recuou significativamente no estado de São Paulo na primeira semana oficial da safra. Entre 2 e 6 de abril, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado foi de R$ 1,6499/litro, 8,44% inferior ao da semana anterior. Vale lembrar que, em período equivalente de 2017, a queda foi bem menor, de 3,25%, enquanto que, na primeira semana de moagem de 2016, a baixa chegou a 13,4%. Para o anidro, o Indicador CEPEA/ESALQ fechou em R$ 1,8691/litro, recuo de 2,17% frente à semana anterior. De acordo com pesquisas do Cepea, a pressão sobre os valores dos dois etanóis vem do aumento da oferta proporcionalmente maior que o observado para a demanda.

 

SAFRA 2017/18

Média do açúcar no último mês da safra é o menor em 10 ciclos

Em março, mês de encerramento da safra 2017/18, o Indicador do açúcar cristal CEPEA/ESALQ teve média de R$ 51,32/saca de 50 kg, a menor das últimas 10 temporadas, em termos reais. O patamar de março passado não era observado desde dezembro/08, quando a média do Indicador foi de R$ 51,77/saca de 50 kg – os valores foram deflacionados pelo IGP-DI de março/18. O recuo dos preços esteve atrelado à oferta de açúcar em volume suficiente para atender à demanda nos meses de entressafra.

 

Preço médio do etanol na safra 17/18 fica abaixo do da temporada anterior 

A temporada 2017/18 de São Paulo registrou preços dos etanóis hidratado e anidro abaixo dos verificados na safra anterior, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-M de março/18). Considerando-se os Indicadores CEPEA/ESALQ mensais, de abril/17 a março/18, a média do hidratado, de R$ 1,6021/litro (sem ICMS e sem PIS/Cofins), foi 3,7% inferior à da temporada 2016/17, em termos reais. Para o anidro, a média do Indicador foi de R$ 1,7735/litro (sem PIS/Cofins) na temporada 2017/18, pouco mais de 4,1% abaixo do da temporada anterior.

 

Mesmo com o consumo de etanol hidratado atingindo recordes em alguns períodos, pesaram na média final da safra 2017/18 os menores preços registrados na primeira metade da temporada, que, por sua vez, recuaram devido à maior oferta do combustível – ainda que houvesse redirecionamento de parte da cana-de-açúcar destinada à produção do etanol para a de açúcar. A maior liquidez do etanol e a necessidade de capital de giro de usinas com baixo nível de capitalização também influenciaram as quedas no início da safra.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado de açúcar (aqui) e etanol (aqui) e por meio da Comunicação do Cepea, com as pesquisadoras e professoras da Esalq/USP Heloisa Lee Burnquist (açúcar) e Mirian Bacchi (etanol): (19) 3429 8836 / 8837 e cepea@usp.br

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LEITE/CEPEA: Oferta limitada segue impulsionando cotações ao produtor

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Cepea, 29/06/2018 – Os preços do leite ao produtor em junho (referentes à captação de maio) registraram a quinta alta consecutiva, impulsionados pela menor oferta. De acordo com pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, o valor líquido se elevou em 3,3% frente ao mês anterior, chegando a R$ 1,296/litro “Média Brasil” (inclui BA, GO, MG, SP, PR, SC e RS). Considerando-se o acumulado deste primeiro semestre, a alta é de 28%.

 

O aumento dos preços em junho foi inferior aos registrados nos meses anteriores – em abril e maio, por exemplo, a valorização do leite superou os 7%. Isso ocorreu porque, em maio, quando ocorreu a captação do leite no campo, agentes da indústria relatavam dificuldades em fazer o repasse da valorização da matéria-prima aos derivados, alegando demanda enfraquecida. Com negociações truncadas, a necessidade de realizar promoções freou a valorização do leite spot e também dos derivados, em especial do UHT, fator que limitou a elevação dos preços ao produtor em junho.

 

No entanto, a oferta limitada tem pesado mais que a demanda no processo de formação de preços no campo, ditando a dinâmica do mercado lácteo neste ano. O setor sofre com as consequências dos baixos preços praticados no segundo semestre de 2017, que desestimulou produtores a investirem na atividade. Além disso, com o avanço da entressafra e o aumento dos preços dos grãos entre abril e maio deste ano, a produção foi prejudicada, elevando a competição entre indústrias para assegurar o fornecimento de matéria-prima.

 

Para completar, a greve dos caminhoneiros no final de maio e a consequente interrupção do transporte de leite aos laticínios agravou ainda mais esse cenário. O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L) recuou expressivos 14,4% de abril para maio, acumulando queda de 24,1% no ano. Paraná e Minas Gerais foram os estados com maior redução do volume captado, em 20,6% e em 15,1%. O resultado, atípico, esteve atrelado ao grande volume descartado de leite ainda nas propriedades.

 

No correr de junho, os laticínios e canais de distribuição enfrentaram a situação conjunta de esvaziamento de estoques. Como consequência, os preços dos derivados se elevaram consideravelmente. O longa-vida, termômetro para o setor, se valorizou quase 30% na primeira quinzena de junho. Na segunda metade do mês, a valorização foi menos intensa, de 5,8%.

 

Para julho, por sua vez, a competição das empresas em junho para compra do leite com o objetivo de recompor estoques deve sustentar a alta dos preços ao produtor. A alta no próximo mês, inclusive, pode superar a verificada em junho.

 

ASSESSORIA DE IMPRENSA: Outras informações sobre o mercado lácteo aqui e por meio da Comunicação do Cepea, com a pesquisadora Natália Grigol e Prof. Dr. Sergio De Zen: (19) 3429 8836 / 8837 e cepea@usp.br.

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